Na última semana, a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (ANPAC) encaminhou uma carta ao presidente da comissão de concursos e diretor de gestão de pessoas dos Correios, Pedro Magalhães Bifano, para solicitar esclarecimentos sobre o concurso que oferece 6.565 vagas em todo o país.
O edital do processo seletivo foi lançado em dezembro de 2009 e o órgão registrou 1.064.209 inscrições, mas até hoje não definiu a empresa organizadora da seleção e não marcou as datas das provas. O conteúdo do documento enviado pela ANPAC baseou-se nas inúmeras queixas dos candidatos que se inscreveram e se sentem prejudicados com a falta de informações – o que tem gerado dúvidas, desânimo e até descrédito em relação ao concurso.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) chegou a ser cogitada como organizadora do processo seletivo. No mês passado, a própria assessoria de imprensa dos Correios anunciou que estava finalizando a documentação para formalizar o contrato com a FGV – o que já foi descartado.
Segundo Ernani Pimentel, presidente da ANPAC e autor da carta encaminhada a Bifano, a falta de esclarecimentos tem afetado negativamente os inscritos. “O fato de haver um longo período de intervalo entre a publicação do edital e as provas é até positivo para que os candidatos aprofundem seus estudos e preparação, mas não nas atuais circunstâncias, porque: 1º - sem saber qual a banca organizadora, a preparação fica comprometida, uma vez que as bancas diferem entre si na abordagem e nas técnicas de aferição dos assuntos; e 2º - sem o prazo definido para as provas, grande parte dos candidatos, que precisa trabalhar e manter suas famílias, sente dificuldade para organizar seu tempo de estudo”, afirmou.
Ainda de acordo com o presidente, a ANPAC irá pressionar os responsáveis para que haja mais transparência e rapidez no processo de organização do concurso.
Flávio Fernandes/SP
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