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    Dicas

    Os segredos para ir bem nas provas do Cespe/UnB

    Sexta-feira, 30 de abril de 2010

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      Uma das mais importantes e respeitadas bancas do país, o Cespe/Unb (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília) ganhou destaque, ao longo dos anos, não só por promover os principais concursos públicos federais, mas também por criar um modelo de provas temido pela maior parte dos candidatos.

       

      Isso ocorre geralmente porque as avaliações elaboradas pelo Cespe fogem do padrão comum adotado pela maioria das empresas organizadoras, que valorizam questões de múltipla escolha ou testes, onde o concorrente deve assinalar a opção correta entre quatro ou cinco alternativas.

       

      No caso do Cespe é diferente. O critério utilizado é o famoso “uma errada anula uma certa”, ou seja, o candidato julga como certa ou errada a afirmativa e cada erro cometido anula um acerto no cálculo do resultado final. Assim, se o concurseiro decidir por não responder a pergunta, nenhum ponto é somado nem subtraído. Porém, vale destacar que, de acordo com as normas contidas no edital de abertura de cada concurso, em algumas provas o concorrente só perde uma questão a cada duas ou três erradas.

       

      Segundo informações da própria organizadora, o procedimento de avaliação é justificável em um processo seletivo que visa selecionar o candidato com melhor capacidade de analisar, interpretar e responder a partir do que aprendeu, descartando o “chute” ou a possibilidade de aprovação ao acaso.

       

      O estudante Caio Vacielo é um dos concurseiros que se assustam quando o assunto são as avaliações elaboradas pelo Cespe. “O critério de anular uma questão correta quando você comete um erro é injusto com o candidato, que passa horas por dia estudando, pois o medo de perder pontos acaba gerando um pavor desnecessário na hora de assinalar uma questão, mesmo quando se tem certeza da resposta.”

       

      Seja cauteloso - Para o advogado da União e professor de métodos de estudo para concursos, Waldir Santos, mesmo com tantas barreiras, ainda assim é possível driblar as dificuldades impostas por esse tipo de prova, utilizando principalmente uma metodologia adequada para acertar um número maior de questões em termos de pontos líquidos.

      De acordo com Santos, a regra básica é ter cautela e não arriscar sem ter certeza absoluta. “A melhor forma de definir quantas perguntas deixar sem resposta é fazer vários simulados com questões de cargos iguais ou similares, variando a quantidade de questões deixadas em branco. Após isso, o candidato deve verificar qual o percentual ideal, de acordo com o seu nível de preparação.”

       

      O professor ainda conta que outra forma de garantir uma preparação adequada é responder a simulados sem deixar questões em branco e, assim, obter um percentual bruto de acertos. Depois de encontrar a média de acertos por disciplina, é importante que o concurseiro faça a conta, pelo método das tentativas, até encontrar sua pontuação final mais alta.

      Já na hora de fazer a prova, Waldir recomenda o método de ‘caça ao erro’. “Nessa técnica, o candidato deve ler todas as questões em busca do erro, para marcar apenas as erradas. Se, depois de olhar várias vezes, algumas questões ficaram sem resposta, há chances de serem certas, uma vez que o erro não apareceu. Havendo dúvida, basta deixar a questão em branco.”

       

      Leia tudo com atenção - O bibliotecário Gustavo Henn, autor do livro Métodos de Preparação para Concursos, compartilha dessas mesmas ideias. Para ele, é preciso ter uma maturidade e experiência para resistir à tentação de chutar uma questão em que se tem 50% de chances de acertar. “Uma dica importante na hora de preencher o gabarito é verificar se há grande diferença entre o total de certos e de errados que o candidato marcou. Não que obrigatoriamente precise ser meio a meio, mas sim porque o Cespe gosta de questões com enunciados longos e complexos, que confundem o candidato mal preparado, e que na verdade estão corretas.”

       

      Por esse motivo, Henn recomenda que o concurseiro leia cada enunciado com bastante atenção, já que as questões aparecem em blocos dentro do mesmo assunto e, muitas vezes, a resposta de uma pergunta está no enunciado de outra. “Geralmente as questões se correlacionam e uma pergunta pode ter relação com a resposta de outra lá na frente. Na dúvida, é melhor deixar em branco e evitar o ‘chute’, especialmente se for de um assunto que não foi bem estudado. Antes de marcar o gabarito definitivo, faça o levantamento de quantas questões acha que acertou, quantas está em dúvida, quantas acha que errou e quantas deixou em branco. Se tiver marcado alguma questão que acha que errou, é melhor deixar essas em branco.”

       

      Use a técnica do ‘chute’ - Já o especialista em mercado financeiro e personal de concursos, Paulo César Pereira, discorda dos outros dois especialistas. Segundo Pereira, além de estudar e compreender o modelo das provas do Cespe, é mais fácil obter sucesso quem treina e aplica a técnica do chute. “Não deixar questões em branco, mesmo nas provas do tipo uma errada anula uma certa, é a receita para o sucesso.”

       

      Porém, Pereira esclarece que o termo “chute” não deve ser interpretado como um recurso apenas para questões em que nada se sabe. Para ele, a utilização das técnicas de chute serve para melhorar a qualidade do diagnóstico, mas deve estar atrelada ao conhecimento e ao estudo.

       

      Confira no quadro abaixo algumas técnicas, elaboradas pelo personal de concursos, Paulo César Pereira, para auxiliar o candidato na hora do “chute”.

       

       

      Técnicas de ‘chute’

       

      Grandes opções - Uma pequena omissão muitas vezes torna o item incorreto. Portanto, para que uma assertiva seja totalmente verdadeira, muitas vezes vem com um tamanho bem maior do que das outras letras. Assim, geralmente os itens grandes são corretos. Por outro lado, os menores também costumam ser corretos.

       

      Inclusiva - Quando preveem exceções ou usam palavras inclusivas, geralmente são corretas. As palavras-chave para identificar essas questões são: a princípio, predominantemente, fundamental, em geral, em regra, pode, etc.

       

      Exclusivas - Quando a opção é muito forte, não deixando brechas para exceções, geralmente são incorretas. As palavras-chave para identificar essas questões são: garante, nunca, sempre, obrigatoriamente, não, totalmente, apenas, jamais, em hipótese alguma, em tempo algum, de modo nenhum, só, somente, unicamente, exclusivamente, tão-só, tão-somente, etc.

       

      ‘Batata podre’ - O item quase todo é correto, mas há a inserção de um pedaço que o invalida (geralmente ao final da frase).

       

      Raoni La Scala

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