Essa mania de se colocar para baixo!

Luiza Ricotta descreve sobre os benefícios de pensar de forma positiva na hora de investir em um objetivo

Redação   Publicado em 22/07/2013, às 10h41

Luiza Ricotta

Pensar de forma positiva é conduzir seu pensamento de maneira eficiente, dando crédito a si mesmo, sem ficar submetido a visões derrotistas, como costuma ocorrer com aqueles que estão no afã de acertar, conquistar e conseguir o mais rápido possível o resultado de uma aprovação. Alguns passam a duvidar de sua capacidade de memorizar, aprender, pensar, responder corretamente, confundindo as coisas com facilidade e cometendo erros.  Com o tempo, a pessoa aprende que não funciona desta forma e que sua conquista, além de ser um processo de aprimoramento, irá testar todas as suas habilidades. Diante de conflitos e situações que lhe questionam e colocam-se em condição inferior, para baixo.

Não estamos dizendo que você não irá enfrentar desafios, ao contrário: pretendemos fazê-lo compreender e questionar qual a necessidade de posicionar-se derrotado diante do dia a dia que precisará enfrentar. Quando não enfrentamos as dificuldades elas retornam, assombrando e estabelecendo uma modelagem negativa, fazendo com que você se direcione a uma visão negativa, nada producente, vivendo aquele sentimento de estar “sem saída”.

Esses são modos de se boicotar, aumentando a intensidade dos obstáculos e dificuldades. Sim, eles existem, no entanto, com o aumento da carga, se tornam acentuados. Com a carga pesada, ficamos tensos, irritadiços, negativos com relação às suas perspectivas, desgastados, plenamente ansiosos. Com isso, a margem de dúvidas em relação a seu desempenho se amplia, tomando uma dimensão suficientemente grande a ponto de estragar, desgastar aquilo que poderia estar transcorrendo de forma pacífica e serena.

Por outro lado, alguns se tornam uma verdadeira farsa, parecendo ou pensando que estuda, mas duvidando a todo instante de que irão conquistar sua colocação. Se sentem já cansados e temerosos pela dúvida que os assola, e por isso duvidam de que possam continuar desejando a vitória. Mas ela é a todo instante comprovada por suas ações e sua capacidade de ir prosseguindo com resultados que não são ainda o coroamento de todas ações, mas que estão numa sequência de acontecimentos que, ao serem ultrapassados, conquistam uma posição definida.

A vitimização da sua pessoa passa a ser um modo de se reconhecer fraco diante da batalha que é o dia a dia característico de um candidato. Sendo assim justifica sua incapacidade de conquistar, posicionando–se de maneira inferior, sem condições de ultrapassar barreiras.

O candidato precisa da sua paz e fazer constantemente uma ponderação quanto a amenizar suas cobranças.

Luiza Ricotta é psicóloga e professora em cursos de pós-graduação e preparatórios para a carreira pública. É especializada no atendimento a concurseiros, tendo desenvolvido e criado a “Preparação emocional do candidato”. É autora de livros, entre eles: “Preparação emocional em concursos: equilíbrio e excelência”. Ministra o curso ‘Preparação emocional’ na Área VIP do JC&E: www.jcconcursos.com.br/vip. E-mail: luizaricotta@hotmail.com. Twitter: @luizaricotta.