Presidente do Senado diz que solução dos precatórios pode sair nesta semana

Os precatórios são dívidas do governo reconhecidas em decisões judiciais. A expectativa do governo é solucionar essa questão para financiar o Auxílio Brasil

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 21/09/2021, às 10h01

Presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira
Presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira - Reprodução TV Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), destaca que a solução para os precatórios, dívidas do governo reconhecidas em decisões judiciais, deve sair ainda nesta semana. Pacheco irá se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir o pagamento dos precatórios, nesta terça-feira (21).

Vale lembrar que os precatórios, segundo analistas políticos, é uma das formas de financiamento para o Auxílio Brasil, programa social de transferência de renda que deve substituir o Bolsa Família. O novo programa deve atualizar o valor médio para R$ 300, atualmente o Bolsa Família paga em média R$ 190.

Inclusive, o encontro foi divulgado na noite da última segunda-feira (20) após uma reunião entre Lira, Pacheco e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Em entrevista coletiva, Pacheco afirmou que a Câmara e o Senado “precisam estar afinadas enquanto Casas Legislativas para solução de problemas, mantendo o respeito ao teto de gastos públicos e as decisões judiciais, e levando em conta a necessidade de realinhar um programa social mais justo e amplo para o momento”.

Além disso, o presidente do Senado relata que a solução a ser dada será definida por meio do diálogo com o Executivo e será enviada para os líderes da Câmara e do Senado, com o objetivo de confirmar se os deputados e senadores aceitam a solução.

“Na base do diálogo, da colaboração recíproca e do respeito às divergências é que encontraremos o caminho do país. Os precatórios são direitos de terceiros que precisam ser honrados, são obrigações que devem ser cumpridas e equacionadas. Mas temos, por outro lado, um Orçamento que exige atendimento de pessoas carentes dentro de um teto de gastos públicos” afirmou Pacheco.

*com informações da Agência Senado

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