Com o avanço da inteligência artificial e da computação em nuvem, cresce a preocupação com o controle de dados sensíveis no país

À medida que tecnologias como inteligência artificial e computação em nuvem se tornam cada vez mais presentes no cotidiano, cresce também o debate sobre quem controla os dados pessoais e estratégicos dos cidadãos e instituições brasileiras. A soberania digital surge como um novo eixo da geopolítica global, e o Brasil começa a estruturar políticas para proteger sua infraestrutura de dados.
O Brasil ainda depende majoritariamente de empresas estrangeiras para serviços de armazenamento em nuvem, algoritmos de IA e infraestrutura de dados. Essa dependência aumenta o risco de vazamentos, espionagem e uso indevido de informações sensíveis por potências estrangeiras ou corporações.
Avança no Congresso Nacional o debate sobre a necessidade de se estabelecer infraestrutura crítica de dados em território brasileiro. Projetos incentivam a criação de data centers nacionais e exigem que instituições públicas utilizem serviços com hospedagem local.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi um marco importante na regulamentação do uso de dados no país. Desde sua criação, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) vem fiscalizando o setor e aplicando sanções. A atuação da ANPD será crucial para garantir a soberania digital frente aos desafios tecnológicos.
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A proteção de dados ultrapassou as fronteiras da tecnologia e passou a ser uma questão geopolítica. Escândalos de espionagem internacional e o poder concentrado das big techs acendem o alerta para que países, como o Brasil, fortaleçam sua governança digital.
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