Mãe em tempo integral... mesmo!

Conheça Ana Guimarães que se dedica à maternidade no mesmo compasso em que se dedica ao sucesso de sua recém-criada empresa

Reinaldo Matheus Glioche
Publicado em 22/05/2013, às 11h20

Janaína se desculpou uma, duas, três vezes. Falar com Ana Guimarães não seria uma tarefa fácil, insinuavam aquelas ligações frustradas na tarde de uma quarta-feira ranzinza. Mas assim que pôde atender ao telefone, a perfilada desta semana em “A vida em parágrafos” demonstrou com carisma que a espera tinha valido a pena.

Ana Guimarães, carioca de 31 anos, vive um momento especial em sua vida. Em parte pela chegada de Hugo, seu filho com Gustavo Darcellos – o marido que ela apresenta como uma referência altiva –, e em parte por estar à frente do próprio negócio. “São dois bebês”, brinca Ana. A fala faz sentido porque Ana fechou contrato para ser franqueada do Sr. Computador (empresa que faz manutenção e instalação de redes e softwares)  no Rio de Janeiro apenas em dezembro de 2012 – ela é responsável pela segunda representação da franquia no Estado.

Em abril deste ano começou efetivamente com a empresa. Muitos se desencorajariam de assumir responsabilidade tão grande em um momento tão particular e delicado como o da chegada do primeiro filho. Hugo nasceu em 31 de outubro de 2012. Antes de Hugo, porém, Ana e Gustavo alimentavam o sonho de ter um negócio próprio – outro tipo de filho. Eram conversas sempre temperadas pelo sabor idílico do futuro, até que se depararam com uma reportagem sobre o Sr. Computador. No dia seguinte já estavam tratando dos trâmites para abrir o negócio. A empresa já foi pensada para ser gerida por Ana e com as particularidades que sua então vindoura situação demandava. O escritório da empresa é sediado na residência de Ana que optou por manter Hugo sob seus cuidados, dispensando, por ora, os serviços de uma creche. “Quero curtir este momento de mimar meu filho. De descobrimento”, explica. Ela organizou sua rotina para que isso fosse possível. O que não quer dizer que alguém que não fosse revestido dos poderes de uma mãe fosse capaz de dar conta. “Requerem atenção constante”, desabafa a mãe, empresária e mulher que quase não fala a palavra “cansativa” – embora quando a pronuncie o faça com energia terapêutica – sobre a tarefa de cuidar de uma criança que depende dela para tudo e de uma empresa que vive um momento que exige dedicação suprema de seu dono para vingar.

A ajuda de Gustavo se concentra na parte contábil e nos ajustes comerciais. O marido, que é gerente de banco, atua como um facilitador, para que Ana se concentre na vitalidade operacional da empresa, que “vai bem graças a Deus”. Ana reconhece que a situação que vive gera adrenalina, desequilíbrio e algum estresse, mas garante que não descuida da respiração. “Antes de abrir a empresa a gente foi a São Paulo (sede da franqueadora) e aproveitou para fazer uma viagem; sair de férias, sabe?”

A insegurança também está lá, mas Ana concilia impetuosidade com atenção aos sinais. “No momento em que isso tudo estava começando, vi uma reportagem no Fantástico (programa dominical da Rede Globo) em que o Dráuzio Varella destacava justamente isso das mães multifuncionais”, ri. Ana tem orgulho de ser multifuncional; de estar apaixonada pelo marido; da empresa que está nutrindo e de Hugo, “que é 100% ativo na empresa”, colorir essa história toda. “Ele já é o mascote aqui”, contextualiza informando que Hugo também serve ao propósito de quebrar a sisudez característica de quartas-feiras ranzinzas.

Talvez seja importante destacar que Ana tem formação pedagógica e é pós-graduada em gestão de pessoas. Toda mãe, esteja às vésperas do primeiro dia das mães com seus bebês ou não, precisa de uma base sólida. A de Ana, de agora em diante, é Hugo.

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