Família: cumplicidade nos estudos

Não deixe de pedir ajuda para a família, pois, nos estudos, eles serão sua base para passar em um concurso público.

Redação
Publicado em 17/04/2014, às 12h23

Cláudia Jones

Nada melhor do que a boa convivência em família. Quando essa convivência se transforma em “cumplicidade” nos estudos, fica ainda melhor. Não seria exagero dizer que família que estuda unida deve permanecer unida. Essa deveria ser a máxima de familiares que alinham, juntos, um único projeto de vida. Neste caso, passar em concursos públicos para conquistar independência financeira e uma aposentadoria para lá de tranquila.

Conheço alunos que passaram a se interessar mais pelos livros e apostilas depois que um membro da própria família os convenceram de que seria uma sábia decisão. Um desses alunos tem cerca de 20 anos e não sabia o que fazer em relação ao seu futuro profissional. A mãe, conhecedora do jeito meio “desligado” do filho,pensou que seria uma forma de incentivo passar a frequentar as aulas com ele.Assim, mãe e filho têm ido regularmente ao curso e já dão sinais de um melhor entrosamento e otimismo em relação à conquista de uma vaga.  

Não vejo pontos desfavoráveis nessa iniciativa. Estudar junto significa mais interação, algo escasso entre as famílias modernas por conta de hábitos e rotinas diferentes.Mais que isso, significa um mesmo projeto de vida, um incentivo a mais para o outro e uma cobrança menor – ou praticamente nula – pela falta de tempo e de dedicação ao outro, o que é muito comum para quem tem tarefas distintas e controversas.

Essa história se repete mais do que imaginamos. Em outra turma há um casal, marido e mulher, ambos jornalistas que, cansados de uma rotina, segundo eles, de exploração do mercado do qual dependem, começaram a se dedicar a passar em um concurso público. Fazem, curiosamente, o curso preparatório para tribunais, ou seja, estudam disciplinas que nunca viram na vida, mas nem isso intimida os dois. Ambos se desdobram porque, além de trabalharem o dia inteiro, têm uma filha de dois anos. Aí entra a figura da mãe da esposa (a sogra), que fica coma criança até os dois voltarem da maratona de estudos. No fim das contas temos,por baixo, quatro pessoas envolvidas direta ou indiretamente com um único propósito.

A inclusão do(a) namorado(a), do(a) amigo(a), do(a) tio(a)  também é saudável. Estudar em grupo é sempre motivo positivo. É comum um membro do grupo ter facilidade de assimilação em relação a uma disciplina mais que o outro, ou não entender bem um tópico e a outra pessoa, com nível de compreensão exato, se disponibilizar a dar explicações. Estudar em grupo funciona dessa forma e, em família, fica ainda mais proveitoso.

Sendo assim, experimente. Chame sua mãe, seu pai, converse seriamente. Concurso público pode ser uma boa e talvez a única oportunidade de você, ou algum deles,ter um excelente emprego. É muito comum quem conquista um cargo de nível médio tirar, no final do mês, algo em torno de R$ 3.000. Quando, com esse nível deformação, uma pessoa conseguiria um excelente emprego na iniciativa privada para receber o mesmo valor no contracheque? Dificilmente isso aconteceria!

Ah, mas você tem nível superior? Melhor ainda! Já concluiu a universidade que sonhou e agora pode pensar em conquistar estabilidade no mercado de trabalho. Nesse caso, os salários podem passar, com facilidade, de R$10.000, o que a cada concurso vem atraindo ainda mais candidatos.

Quanto à idade, se você ainda não sabe, basta ter entre 18 e 65 anos para ter condições de concorrer a uma vaga na administração pública. Portanto, chame seu pai, mãe, irmãos, avós e não perca mais tempo. Eles vão ajudar você na mesma medida em que você os ajudará, incentivando, analisando questões, tendo a paciência necessária para viver um dia após o outro em busca de um ideal.

Bons estudos!

Cláudia Jones,especialista em concursos do site Questões de Concursos.

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