Importante é prosseguir

Ingressar no serviço público demanda um grande esforço e, sem dúvida, gastos com curso, apostilas e livros, tempo de dedicação e abrir mão de amigos e família. Ou seja, não é uma atitude que possamos adotar sem um certo grau de sacrifício. No entanto

Redação
Publicado em 08/08/2014, às 12h54

Cláudia Jones

Ingressar no serviço público demanda um grande esforço e, sem dúvida, gastos com curso, apostilas e livros, tempo de dedicação e abrir mão de amigos e família. Ou seja, não é uma atitude que possamos adotar sem um certo grau de sacrifício. No entanto, também sabemos que a recompensa é diretamente proporcional, já que conquistar uma vaga na administração pública é sinônimo de trabalho digno, dinheiro certo no fim do mês, salário razoável, estabilidade e boa aposentadoria, para citar alguns motivos.

Porém,percebemos que sempre há uma certa insegurança em todos os candidatos ao serviço público quando se aproxima a Eleição. O principal motivo:o governo que vier vai manter os concursos públicos?

Isso tem feito com que alguns alunos venham me procurar para saber se valerá mesmo ou não continuar estudando e, como eu disse anteriormente, investindo em aulas,apostilas, tempo etc. A questão é a desmotivação que esse “bochicho” pode provocar no meio acadêmico.

Quero lembrar você, leitor, que esse filme nós já vimos antes, em outros períodos eleitorais e até mesmo sem ser eleitorais. Podemos citar que, por ocasião da extinção da CPMF, lá em 2007, o governo federal anunciou que pararia as contratações por concurso público, que não haveria mais processo seletivo algum. Pois é, aconteceu exatamente o contrário. Vimos novamente esse filme quando ocorreu a crise financeira internacional, em 2008. E mais uma vez os concursos continuaram.

Claro que não posso garantir que agora será diferente, mas posso fazer essa análise otimista, sim, por conta do que venho observando como especialista do setor ao longo dos anos.

Vou enumerar algumas razões que justificam a minha opinião. Inicialmente, vale lembrar que o governo precisa repor quadros que são reduzidos a partir de aposentadorias. Há algo em torno de 3% de servidores públicos se aposentando anualmente.

Paralelamente às aposentadorias, temos aí investimentos constantes em bancos, como o Banco do Brasil, Banco Central e Caixa Econômica Federal, que com frequência abrem agências e mais agências por todo o país. Assim, é necessário contratar – e isso se dá de forma transparente por meio de concursos públicos.

A ampliação das agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também é uma promessa do governo federal, que só poderá ser cumprida se servidores forem contratados. Isso representa mais um caso de processo seletivo à vista.

Neste momento, uma postura correta, na minha avaliação, é manter o ritmo de estudos.Talvez algumas áreas sofram um retardo na contratação de pessoal, mas certamente não será o quadro de todas as áreas, como avaliei anteriormente.

Estudar para um concurso significa se preparar para vários outros, sobretudo da mesma área. A área bancária, por exemplo, estará em franca expansão, assim como a de segurança pública necessita de servidores.

Estudar é acumular conhecimento. O que você estudar agora, mesmo que a decisão de paralisação momentânea seja adotada, não se perderá no futuro. Além disso, os descrentes vão deixar de lado a preparação. Isso fará com que você,que não desistiu de estudar, se fortaleça e esteja melhor qualificado para quando a oportunidade surgir. Afinal, não podemos esperar essa tal oportunidade aparecer para começarmos uma preparação, não é? Tome, então, a decisão mais correta e faça desde já a sua história. Trace o seu futuro e entenda que obstáculos, como uma eventual lentidão na liberação de concursos, não podem ser motivos suficientes para desanimar, pois eles sempre existiram e sempre existirão.

Sendo assim, como costumo dizer, bons estudos!

Cláudia Jones, especialista em concursos do site Questões de Concursos.

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