O grande valor da carreira pública

O serviço público normalmente oferece os melhores salários do mercado, além da estabilidade

Leandro Cesaroni
Publicado em 10/09/2013, às 11h50

Cláudia Jones

Temos acompanhado uma grande oferta de vagas em concursos sem que os salários sejam muito elevados, como costuma ser na maioria das oportunidades destinada à administração pública. Um exemplo foi a seleção do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran/RJ). Ainda assim, uma multidão de candidatos tem se inscrito em busca de uma chance de ingressar em órgãos públicos.

São oportunidades que, apesar de oferecerem remunerações apenas compatíveis com as da iniciativa privada na mesma formação, se destacam no processo seletivo.

Alguns concursos de nível superior também oferecem uma grande quantidade de vagas e isso acaba gerando uma maior segurança de aprovação. Essa sensação faz com que a procura seja muito alta e feita basicamente por candidatos que iniciaram o estudo com a saída do edital.

O “pulo do gato” vai ser, sempre, sair na frente dos outros candidatos, tomar a dianteira. Há concursos que não requerem, de um modo geral, um tempo grande de preparação, mas sair na frente da concorrência é fundamental. A propósito, quem quer se preparar para esse tipo de seleção, mas não sabe quando o edital será publicado, deve iniciar os estudos pelas disciplinas comuns a diversos concursos – português, por exemplo.

Costumo dizer que o prazo médio de estudos necessário à aprovação em concurso público é de seis a oito meses para os de nível médio e de oito meses a um ano e meio para os de nível superior, sem contar os da carreira fiscal, que demandam maior tempo de preparação. Concursos desta área são um projeto de vida a longo prazo! No entanto, há concursos menos complexos e outros muito mais elaborados. No fim das contas, tudo depende do tempo de estudo que o candidato dispõe. Quanto mais horas por dia puder estudar, mais rápido vai se classificar.

É importante lembrar que, normalmente, 80% dos programas dos concursos são os mesmos, ou seja, ao estudar para determinado concurso a pessoa estará se preparando para outros processos seletivos com salários e atribuições equivalentes. É por isso que concurso não se estuda para passar, mas, sim, até passar, como dizem os famosos “gurus” dos concursos.

O Brasil tem hoje milhões de servidores, dos quais de 3% a 5% se aposentam todos os anos, o que gera milhares de vagas por ano só de reposição de aposentadorias. São números expressivos que espelham a demanda que se tem e a que ainda vem por aí. Isso sem contar com empresas como o Banco do Brasil, que geralmente abre concurso ano sim, ano não, e da Caixa Econômica Federal que, em franca expansão, abre novas agências a todo momento. Ou ainda a Petrobras, sempre descobrindo novos poços de petróleo.

O grande “valor” da carreira pública está na estabilidade que ela proporciona. O cidadão estuda, passa no concurso e tem o mérito pela conquista. Não fica à mercê de indicações, apadrinhamentos.

Paralelamente, o serviço público normalmente oferece os melhores salários do mercado. Para quem tem nível médio, paga-se uma média de R$ 3 mil e, para quem possui nível superior, algo em torno de R$ 10 mil. Dificilmente na iniciativa privada se pagará tão bem um profissional – raros são os casos. Além disso, o quesito “idade” não é prejudicial, como na iniciativa privada, na qual, geralmente, homens e mulheres de 40, 50 anos são considerados “velhos”.

Quando decidimos fazer um concurso público, damos o primeiro passo rumo ao sucesso. Mas dar o primeiro passo significa apenas duas coisas: que vamos vencer ou não vamos vencer!  E vencer depende apenas do quanto estamos dispostos a nos entregar ao trabalho de construir uma estrada segura que vá nos levar até a vitória. Essa estrada precisa ser bem alicerçada e, para isso, temos regras básicas que, se seguirmos, nos ajudarão e muito a conquistar aquilo que tanto desejamos.

Sendo assim, para todos, de todos os sexos e idades, um lembrete: o candidato tem que enfrentar uma árdua jornada composta de longos períodos de estudos, desgaste emocional, investimentos financeiros e a pressão das pessoas próximas. Fato é que a maneira como o candidato se relaciona com todos estes obstáculos pode ser um diferencial de grande peso na hora de conquistar uma vaga em uma instituição estatal.

Bons estudos!

Cláudia Jones é jornalista especializada em concursos públicos.

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