Concursos de massa

Confira dicas para ter chances de aprovação nos chamados "concursos de massa".

Redação
Publicado em 12/03/2014, às 14h42

Fernando Bentes

Muitos concursos despertam o medo no candidato pelo alto número de inscritos. São certames que envolvem centenas de milhares de pessoas, como as disputas para a Caixa Econômica, Petrobras, Banco do Brasil, IBGE e Correios.

Em regra, são as instituições da administração indireta que atraem este tipo de “tsunami”de pessoas. Destaque para as empresas públicas e sociedades de economia mista,que têm uma estrutura enorme e precisam de recursos humanos para operar sua gigantesca máquina de trabalho.

Geralmente,estes pleitos oferecem centenas ou milhares de vagas e envolvem exigência educacional de nível médio, o que contribui para a expansão do número de inscritos. Além disso, envolvem uma expectativa muito positiva para a profissão do empregado público, que pode obter várias vantagens ao longo de sua carreira,como possibilidade de viagens internacionais, participação nos lucros, ocupação de cargos de alto salário, como gerente ou diretor etc.

Embora não tenham a estabilidade dos servidores públicos (da administração direta),empregados públicos têm pouquíssimas chances de serem demitidos e, quase sempre, aposentam-se normalmente nessas instituições, após uma longa e sólida carreira.

Tendo em vista todos estes fatores de atração, esse gênero de disputa pode ser denominado “concurso de massa”, em que um grande número de concorrentes está lutando pela aprovação. Seja de um ponto de vista psicológico ou por uma análise estratégica, o candidato se sente como o pequeno Davi diante de Golias,que são os milhares de outros concursandos pleiteando a tão almejada vaga. O candidato pode ficar desmotivado ou simplesmente tentar disputar um concurso que exija uma especialização maior para fugir deste contingente de pessoas. No entanto, não recomendo que a fuga seja a melhor solução para esta situação.

Quando um edital é publicado, muitas pessoas são atraídas pelas vantagens da carreira e fazem a inscrição por impulso, sem ter a noção exata da profissão, sem saber o que cairá na prova e, inclusive, sem nem mesmo ler o edital. Fazem a inscrição e não comparecem à prova, o que é um fato mais do que comprovado. Ou fazem a prova sem estudar. Sendo assim, todo concurso de massa pode ser reduzido a apenas um terço dos candidatos inscritos.

De qualquer maneira, ainda seria um número grande de concorrentes, mas é neste momento que precisamos considerar dois fatores. O primeiro é que estes concursos oferecem um alto número de vagas, o que facilita a aprovação. Em segundo lugar, nunca se pode desprezar a capacidade individual de preparo de um candidato. Por mais que a disputa seja enorme, se o concursando ler com atenção o edital, preparar-se em tempo adequado, buscar boas fontes de estudo, treinar muitas questões de provas passadas e dedicar-se ao máximo, pouco importará o número de concorrentes. E neste tipo de concurso, uma dica muito importante é: as matérias mais fáceis ou de conhecimentos gerais sempre nivelam todos os candidatos, portanto, a grande chave de aprovação estará nas matérias específicas ou mais difíceis, que irão separar o joio do trigo (os candidatos mais bem preparados dos aventureiros de plantão).

Em síntese, as chances de aprovação são grandes e o medo não deve estar presente na mente dos concursandos. Assim como Davi venceu Golias e tornou-se rei dos judeus, os candidatos também terão sucesso se estiverem bem preparados e analisarem corretamente a estratégia específica e as particularidades de um concurso de massa. 

Fernando Bentes é diretor acadêmico do site Questões de Concursos e professor de direito constitucional da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

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