O candidato com autoestima vence melhor obstáculos!

O não reconhecimento deste importante atributo pessoal está atrelado a sua dificuldade em reconhecer suas conquistas e vitórias.

Redação
Publicado em 12/04/2012, às 16h20

Luiza Ricotta   Na preparação de candidatos em seus estudos e provas para concursos, tenho observado um aspecto que tem se sobresssaído com certa constância: a baixa ou a ausência de autoestima. O não reconhecimento deste importante atributo pessoal está atrelado a sua dificuldade em reconhecer suas conquistas e vitórias.
Pessoas com autoestima em bom nível, em equilíbrio, costumam se apresentar melhor diante dos obstáculos, pois consideram o seu valor, têm a atitude de “se salvar”, de “se recorrer” a algo que esteja precisando. Acabam se valendo de algum tipo de recurso que identificam, pois estão sensíveis a elas mesmas. Reconhecem melhor seus esforços e também se prontificam aos seus desafios sem aquela atitude radical de quem quer vencer simplesmente porque pensa ser seu merecimento. Todos merecem ganhar, todos querem o mesmo que você: ser aprovado! E isso representa tanta coisa nesse universo: colocação profissional e social, salário estável, organizar a própria vida, poder fazer o que tem vontade e sem esquecer os outros projetos que decorrem da sua conquista profissional.
O sonho de cada candidato é ser aprovado, ainda que para isso necessitem materializar seu ingresso na carreira pública de fato  – cenário este  totalmente distinto do período que vivencia na fase da preparação. Visam tal aprovação como  coroamento, o ingrediente que faltava para ele próprio reconhecer a sua autoestima. Enquanto esta não vem, vive um período de infinitos maus tratos com relação à sua pessoa.
É exatamente por este equívoco, que muitos, ao esperarem o reconhecimento da sua valorização pessoal, vão perdendo potência em razão dos caminhos que a sua vida sinaliza. Chegam com o discurso de quem já fez cinco provas de OAB, de quem já “tentou” várias provas em concursos, inclusive naquelas de nível que consideram abaixo do que vislumbram para si enquanto carreira. E a reprovação provoca um estrondo tamanho com a seguinte conclusão: não consigo, não posso, não sei, sou impedido... A emoção decorrente desse estado de sentir-se é a seguinte: eu não posso pertencer aquele grupo, eu tenho limitações, eu tenho problemas, eu não sei o suficiente, eu sou menos do que eu pensava ser. Associam à derrota, ao insucesso e transformam as frustrações em deformações maiores que vão sendo criadas a partir das ilusões criadas acerca de um tipo de sucesso e vitória que vêm magicamente, mostrando que você é especial!
Esse grande equívoco vêm sendo cometido em razão de um certo despreparo e falta de maturidade pessoal e muito menos pela incompetência técnica, dos seus estudos e de seu conhecimento.
O fator emocional quando não positivo em relação à sua pessoa, traz inúmeros danos como este que estou procurando decodificar e desmistificar.  O fato de alguns irem mais longe que outros, está associado ao que é suficiente para cada um e ao que remete a capacidade criadora desse indivíduo em especial, pois é dele mesmo que surge a vitória. Seu valor e reconhecimento passam portanto a ser inquestionáveis, pois tem como comprovar através das suas ações, que denotam o nível de auto estima presente, indo ao encontro do que julgam merecer, sem precisar da platéia para lhe conferir este título.
Um outro equívoco é olhar o progresso de um colega candidato e ver nele a representação de algo que também deseja, mas que não necessariamente sabe se este em específico é pertinente a sua pessoa. Nessas circunstâncias a falta de autoestima compromete em muito os resultados que se poderia obter. Pois se há dúvida, comparações, desqualificações pessoais, lamentações – não há percurso que lhe direcione de forma positiva.
Na verdade é o próprio vitorioso, o indivíduo próspero que vai ao encontro do que é suficiente para si. A estratégia na verdade é a de se coroar sem precisar esperar que lhe ofereçam. Isso não existe!!!! O que acabam por reconhecer é a excelência já existente, que parte da essência do candidato e certamente da sua capacidade de aplicar em formas e atitudes, o amor que têm por si mesmo. E sabemos que amar a si mesmo, inclui, saber proteger-se, zelar pela sua imagem, zelar pelos seus atos, ser o menos agressivo consigo mesmo, sem desmerecer-se.
Aquele que se dignifica, é o que percorre seu trajeto de forma a torná-lo um processo que o induz numa atmosfera positiva, e fonte de ações e atitudes geradoras de aproximações com o que se é, e não o contrário: do que lhe coloca distante de si mesmo. Você gostaria que as situações fossem de determinada forma e deixa de perceber que isso é realidade. São idealizações. Da frustração surge a desconsideração por si mesmo, fechando-se em  “mutilações” que vão se tornando constantes a ponto de desconfigurar a si próprio e o que possui de bom. Passam a se ver menos. Acostumando-se nesta posição e dando forma ao fracasso, materializando-o por fim.
Desenvolver a autoestima, além de gostar de si mesmo, é adotar práticas e atitudes que lhes direcionem para as realizações e propiciem achar por meio de gratificações, o caminho diante do seu projeto de carreira e da sua vida como um TODO. 
Luiza Ricotta é psicóloga e coach na preparação de candidatos. Professora universitária de cursos de pós-graduação e em escolas preparatórias para concursos. Mestre pela U.P.Mackenzie. Pós-graduada em Terapia Familiar PUC-SP e em Psicodrama como Didata Supervisor – FEBRAP. Autora de livros,  entre eles: "Preparação Emocional em Concursos: equilíbrio e excelência". E-mail: profluizaricotta@hotmail.com Twitter: @luizaricotta

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