Qual a melhor banca examinadora?

Quando estamos almejando um cargo público é inevitável o estudo não só do conteúdo programático proposto, como também do comportamento da banca examinadora que irá realizar o concurso

Evandro Guedes
Publicado em 18/09/2015, às 14h14

Meus caros, essa pergunta costuma ser corriqueira quando falamos em concurso público. Sempre que um aluno faz essa pergunta, eu – antes mesmo de responder – explico o que é realmente importante para uma preparação eficaz.
Quando estamos almejando um cargo público é inevitável o estudo não só do conteúdo programático proposto, como também a análise do comportamento da banca examinadora que irá realizar o concurso.
Cada banca possui uma peculiaridade e hoje – com a profissionalização dos concursos públicos – temos verdadeiros especialistas em fazer provas no modelo proposto pela examinadora.
Em minha trajetória, fui aprovado em vários concursos, mas foi a banca Cespe/UnB que me rendeu as principais aprovações. Assim, vou sintetizar o porquê de eu ter predileção por essa banca e, ao final, você terá a resposta para a pergunta proposta no título.
O padrão do Cespe/UnB é composto por 120 questões no formato certo ou errado, em que errando uma questão você anula outra. Por conta disso, muitos candidatos acham que devem deixar o maior número possível de questões em branco. Esse, meus caros, é o principal erro de quem não se especializou em fazer concursos dessa banca. Vou dar um exemplo real para que entendam essa afirmação!
O último concurso de agente de Polícia Federal, que foi aplicado no final de 2014, tinha 120 questões, mais uma redação, e a nota de corte para a vaga ampla foi de 64 pontos líquidos, ou seja, pouco mais de 50% de acertos líquidos. Vendo esses números, vem à sua cabeça a seguinte indagação: “o Evandro é louco, pois com essa nota baixa eu posso deixar várias questões em branco!”. Não foi isso que pensou? Então, siga o meu pensamento:
- Imagine um candidato bem preparado (e, quando digo bem preparado, refiro-me àquele candidato que estudou por anos a fio) que faça somente 90 questões e deixe 30 questões em branco. Bem, quanto a essas 30 questões, ele não será apenado – não perderá ponto. Contudo, a pergunta é: “o que ele errou nas 90 questões que realmente fez?”.
Meus caros, em toda a minha carreira em concurso, posso afirmar que um candidato bem preparado erra, em média (no mínimo), 15 questões por prova, isso quando falamos em 120 questões. Se você fizer 90, deixar 30 em branco e errar 15 terá feito 60 pontos líquidos, isso mesmo, 60 líquidos! Mas, por que isso? Porque o cálculo se faz assim:120 questões – 30 em branco = 90 questões realmente feitas – 15 erradas (lembre-se de que uma errada anula uma certa, portanto, devemos multiplicar os erros por 2 e subtrair das efetivamente feitas) = 30 pontos perdidos dentre os 90.  90 – 30 = 60 pontos líquidos na prova em que a nota de corte foi 64 – relativamente baixa!Pronto, você acaba de deixar 30 questões em branco e perdeu sua vaga! Por isso, aconselho o candidato a deixar, no máximo, 10% da prova em branco, para não correr esse risco. A perfeição é não deixar nenhuma! 

Conclusão 

Não existe banca melhor ou pior, existe a banca em que você se especializou, e isso não quer dizer que você deva fazer exercícios de uma única banca – longe de mim afirmar isso! Mas se especializar é muito bom! Quem faz Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal deve focar no Cespe/UnB e em suas peculiaridades. Quem faz tribunal deve entender bem da Fundação Carlos Chagas. Quem estuda para analista e auditor da Receita Federal deve estar bem preparado na Esaf. Assim, a melhor banca é sempre aquela na qual você se especializa!
Evandro Guedes, CEO da AlfaCon Concursos Públicos.

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