Concursos de tribunais: técnicos, oficiais e analistas

Muitos candidatos tentam aumentar suas chances de passar mirando vários concursos congêneres. Assim, o escopo de vagas aumenta quando se tenta a aprovação em várias instituições.

Redação
Publicado em 04/08/2014, às 11h20

Fernando Bentes A Justiça brasileira é dividida em cinco esferas diferentes: Estadual, Federal, Eleitoral, Militar e do Trabalho. Cada uma possui vários tribunais divididos em critérios espaciais por Estados, regiões etc.
Embora a Justiça seja capitaneada pelo magistrado, que exerce funções jurisdicionais (de julgar os litígios e “dizer o Direito”) e de administrar o cartório judicial, existem vários outros cargos importantes que fazem a burocracia judicial se movimentar. E com remunerações médias de R$ 4 mil a R$ 9 mil, sem contar diversos benefícios e a possibilidade de gratificações por cursos de graduação e pós-graduação. A carga de trabalho não é alta, de seis horas por dia, em média, e há bastante flexibilidade no desempenho de tarefas. Em contrapartida, o cargo exige bastante responsabilidade, pois lida diretamente com grandes recursos econômicos, interesses importantes e com a própria vida das pessoas. A atenção a detalhes e prazos deve ser máxima para não prejudicar as partes de um processo.
Muitos candidatos tentam aumentar suas chances de passar mirando vários concursos congêneres. Assim, o escopo de vagas aumenta quando se tenta a aprovação em várias instituições.
As disciplinas mais comuns nos concursos da área judicial são direito administrativo, direito constitucional, língua portuguesa, raciocínio lógico e noções de informática. No entanto, aconselho que o candidato consulte os editais de cada tribunal em que possui interesse. Depois, deve-se fazer um quadro de aproveitamento de estudos, com enfoque no núcleo de disciplinas comuns aos vários concursos. Após abordar esta zona de interseção de matérias, deve-se recorrer ao método de resolver questões de provas passadas, com destaque para as bancas que costumam organizar estes certames, como Cespe/UnB, Fundação Carlos Chagas, Cesgranrio, Fundação Getúlio Vargas, entre outras. 
Definido o núcleo de disciplinas comuns aos tribunais em que possui interesse, o candidato deve estudar a teoria e empreender uma abordagem prática, fundada nas questões passadas que caíram nas provas. Quando o edital sair, deve-se repetir o mesmo processo de alternância entre teoria e exercícios, mas com a preferência nas disciplinas que ainda não foram estudadas. 
Por fim, recomendo que o candidato estude as matérias especiais de cada Justiça, que cobram o conhecimento específico naquela esfera. Na Justiça Estadual e Federal, deve-se valorizar a normativa estadual e federal de organização judiciária; na Justiça do Trabalho, o enfoque é nas disciplinas de direito do trabalho e processo do trabalho; na Justiça Eleitoral, o direito eleitoral tem importância destacada; e na Justiça Militar, deve-se abordar a legislação especial pertinente.
Fernando Bentes é diretor acadêmico do site Questões de Concursos e professor de direito constitucional da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
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