Simpatia é essencial para o sucesso

O segredo de um concurseiro bem-sucedido reside em como ele mantém seu estado de espírito ao longo da preparação com vistas à carreira pública

Redação
Publicado em 01/11/2012, às 18h33

Wilson Granjeiro

Sempre que reflito sobre o que ensinar aos alunos como melhor caminho para passar em concurso público, convenço-me de que manter a alegria é a resposta. Refiro-me à manutenção da alegria mesmo ao seguir uma rotina muitas vezes cansativa, como a de estudar, por exemplo.

O segredo de um concurseiro bem-sucedido reside em como ele mantém seu estado de espírito ao longo da preparação com vistas à carreira pública. Nesse contexto, sentimentos e ações extremistas só servem para deflagrar processos negativos na mente, para criar insegurança e a sensação de fracasso iminente no concurso que se vai prestar. Se o candidato se deixar dominar por esses pensamentos derrotistas, derrotado ele estará, com toda a certeza.

Quero compartilhar com vocês algo que constatei ao longo dos anos: um atributo comum a todas as pessoas aprovadas em concurso – sobretudo nos primeiros lugares – é a simpatia.

Os candidatos simpáticos jamais são exibidos ou eloquentes. Ao contrário, são permanentemente contidos, firmes, calmos, pacientes, modestos e corteses com os colegas, com os mestres. Jamais se comportam de forma arrogante ou excessivamente vaidosa, mesmo quando têm consciência de que estão entre os melhores na disputa por uma das ambicionadas vagas do serviço público.

Pessoas assim são muito importantes em um grupo de estudantes para concurso público. Elas elevam o astral dos colegas que estão com dificuldades nos estudos. Minha experiência como professor e especialista na preparação de candidatos para concursos leva-me a afirmar que o homem ou a mulher simpáticos sentem o sofrimento e a dor da preparação e contribuem para reduzi-los. Carregam a convicção de que a dor do estudo é temporária, mas a desistência da luta pela aprovação e o cargo público são permanentes. Por isso, não aceitam o fracasso e transmitem esse sentimento positivo aos colegas.

Não há exagero em afirmar que o candidato simpático é um ser composto. Como é isso? Muito simples: ele vê com os olhos dos outros candidatos, ouve com os ouvidos deles, pensa com a mente deles e sente com o coração deles. Divide as alegrias da aprovação e as tristezas de eventual reprovação, mas nunca, como eu já disse, aceita o fracasso como definitivo. Na verdade, “fracasso” é palavra que não existe no dicionário desse candidato e na maneira que ele tem de encarar a vida.

Isso não quer dizer que candidatos simpáticos nunca tenham experimentado os dissabores de uma reprovação. Mas é dessa experiência que eles retiram novas forças e renovam as energias para continuar em busca do resultado que compensará todo o esforço e sacrifício exigidos de quem se propõe a passar em concurso.

É por isso que o candidato simpático, com capacidade média, sempre terá precedência ao candidato de maior capacidade, mas antipático e ressentido. É claro que haverá exceções a essa regra, mas certamente serão poucas.

Em nossa curta passagem por este mundo, é preciso cultivar os valores da humildade e da solidariedade, sobretudo quando somos bem-sucedidos em nossa trajetória. O dar é tão importante quanto o receber, e aquele que recebe tudo o que pode e se recusa a dar será incapaz de receber. Trata-se de uma lei espiritual.

Deixo aqui o meu alerta a todos vocês que almejam a aprovação em um concurso público: que o concurseiro se previna contra a ganância, a avareza, a inveja, o ciúme e a suspeita. Esses males, se cultivados, roubam tudo o que há de melhor na vida. E não me refiro apenas aos bens materiais.

A gentileza é semelhante à divindade. Devemos cultivá-la como uma rosa que se abre para o mundo com sua beleza e seu perfume envolvente. Isso faz bem à saúde e ao espírito do ser humano. Ao mesmo tempo, é preciso afastar da mente o preconceito, grande barreira à simpatia, ao conhecimento e ao sucesso.

Nós só enxergamos as pessoas e as coisas como elas de fato são quando despimos a mente de julgamentos parciais. Com essa atitude, tenho certeza de que você, querido concurseiro que me acompanha nestas linhas, estará no caminho certo para a conquista do seu FELIZ CARGO NOVO!

J. W. Granjeiro é diretor-presidente do Gran Cursos e coordenador do Movimento pela Moralização dos Concursos (MMC). www.professorgranjeiro.com. Twitter: @jwgranjeiro.

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