Em três meses, uma vaga no Detran/SP

Após testar seus conhecimentos em três concursos, Fábio Akio Shiomi Iha trocou a profissão de engenheiro de matérias para trabalhar como agente estadual de trânsito do Detran/SP

Redação
Publicado em 27/06/2014, às 14h16

Por Fábio Akio Shiomi Iha

Comecei a estudar para concursos públicos em fevereiro de 2013. Sem maiores pretensões, a minha ideia era buscar experiência e conhecimento.

Na época, realizei diversas provas para a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP), para o Ministério da Fazenda e para o Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran/SP), onde trabalho atualmente como agente estadual de trânsito.
Quando decidi trocar o mercado privado pela administração pública, busquei o apoio dos meus familiares e da minha namorada.

Mesmo tendo um conteúdo programático mais acessível e menos extenso, a preparação para o processo seletivo do Detran não foi nada tranquila. Meu período de estudos durou três meses, de julho a setembro de 2013, quando foi realizado o exame. Comprei uma apostila impressa com todo o conteúdo programático, mas não achei que era o suficiente. Então, fiz aulas on-line e busquei informações e videoaulas no Youtube. Tudo isso acabou me ajudando na fixação dos conteúdos.

Meus dias eram dedicados totalmente aos estudos, pois não trabalhava na época. Por causa dos custos e do tempo gasto para deslocamento, escolhi minha própria casa como “escola”. No começo foi muito difícil me concentrar, pois não moro sozinho. Além disso, lutava contra a comodidade do meu quarto, que poderia prejudicar o meu rendimento.

Fui criando uma rotina de estudos de, em média, seis horas diárias, de segunda a sábado, que eram bem aproveitadas. Minha intenção era conseguir estudar oito horas por dia, mas com o período de seis horas consegui fixar o conteúdo e resolver inúmeras questões de provas anteriores.

Outra dificuldade foi começar a estudar as disciplinas de humanas, literalmente, do zero. Como sou formado em engenharia de materiais, tive que me esforçar para aprender sobre direito constitucional, direito administrativo e legislação. Além dessas matérias, comuns na maioria dos exames, tive que pegar os macetes na resolução das questões de português, matemática e informática. Aprendi que não se deve deixar nada de lado, achando que domina o conteúdo. Uma coisa é saber sobre algo, outra é conseguir resolver as questões em tempo hábil, o que é adquirido com muito treinamento e persistência, afinal, além de fixar melhor o conteúdo estudado, você percebe as particularidades de cada banca organizadora e como ela cobra determinada matéria.

Agora, pretendo alcançar objetivos maiores. Tenho certeza que todas as avaliações que já realizei e não fui aprovado serviram de experiência para concursos futuros. Meu próximo passo é dar continuidade aos estudos para almejar carreiras fiscais, que são mais concorridas.

Uma dica que dou é ter foco nos estudos, ou seja, estabeleça um objetivo a ser alcançado e um prazo para cumpri-lo. Caso não o atinja, não se sinta um fracassado, mas tenha esse resultado como base para rever a sua metodologia de estudos. Tente descobrir, ainda, com qual forma de estudo você se adapta e como você assimila melhor os conteúdos. Minha técnica de estudo foi assistir a videoaulas antes de ler apostilas impressas. Elas são ótimas, pois você dita o ritmo da aula, pode assistir aos vídeos quantas vezes quiser e voltar em partes para melhor compreensão. Ao assistir aos vídeos, eu fazia meus resumos com os tópicos importantes. Ao final de cada matéria, passava a limpo meus resumos na forma digital.

A partir do momento em que você escolher qual carreira seguir, comece a estudar antes da publicação do edital. Isso faz você largar na frente de outros candidatos e ganhar confiança no dia da prova.

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