O concurso do INSS

Tão logo saiu a notícia de que o Cespe/UnB ficará responsável pela organização do concurso do INSS, muitas dúvidas surgiram na cabeça dos concurseiros. Confira alguns esclarecimentos

Jaime Kwei
Publicado em 28/10/2015, às 12h08

Conforme noticiado pelo JC, o Cespe/UnB ficará responsável pela organização do concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que terá 950 vagas, sendo 800 de técnico e 150 de analista. Tão logo saiu a notícia, muitos alunos ficaram preocupados pelo estilo de prova do Cespe. O que isto muda na preparação dos candidatos? Será que a prova do Cespe é mais difícil que de outras organizadoras? Isso diminui a chance de aprovação?
Em relação ao estudo, não muda muito, pois os candidatos ainda devem focar no entendimento e na memorização da matéria. É preciso estudar todo o conteúdo do edital e fazer uma boa revisão. 
No dia da prova não adianta gabaritar uma matéria, afinal a aprovação é como uma maratona: o desempenho deve ser homogêneo, não basta correr bem somente um bloco.
Em relação ao estilo de prova, com certeza trata-se de um desafio. Porém, devemos lembrar que a dificuldade é válida para todos os candidatos. Algumas organizadoras elaboram suas questões com base na letra da lei e alteração de algumas palavras-chave, sendo que a resposta correta é uma dentre algumas alternativas apresentadas. Não é o caso do Cespe, que tem em suas questões as alternativas “certa” ou “errada”. Além disto, o Cespe gosta muito de questões práticas, que contam um caso, e cabe aos candidatos analisar e aplicar a lei, verificando os benefícios e beneficiários. Ou seja, trata-se de uma prova com um nível de dificuldade diferente, mas não mais difícil.
Nesta reta final, uma ótima forma de se preparar para esse estilo de avaliação é pegar provas anteriores da mesma banca organizadora, como por exemplo as dos concursos do INSS de 2008 e 2010, além de provas recentes de outros concursos, e resolvê-las. Com isto, os candidatos conseguem verificar quais matérias o Cespe tem focado em seus últimos concursos. 
Fazer a revisão através destas provas é uma das melhores ferramentas para a manutenção do conhecimento adquirido durante os estudos. Além de auxiliar na identificação dos pontos fracos, essa revisão ajuda a disciplinar os candidatos no que diz respeito ao tempo, reduzindo os receios em relação ao estilo da prova e, assim, permitindo uma melhor performance.
Seguindo esta receita, com certeza você estará preparado!
Jaime Kwei, diretor da Central de Concursos.

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