Concurso SEE SP: comissão aprova PL que cria nova carreira

De acordo com a proposta, a carreira de agente de segurança escolar da SEE/SP deve ser preenchida por concurso público. Exigência de ensino médio e inicial de R$ 1,1 mil

Fernando Cezar Alves | fernando@jcconcursos.com.br
Publicado em 16/12/2019, às 14h26

Concurso SEE SP: sede da Secretaria Estadual de Educação
Concurso SEE SP: sede da Secretaria Estadual de Educação - Google Maps

Um novo concurso SEE SP (Secretaria Estadual de Educação de São Paulo) pode se realizar. Acontece que foi aprovada, pela Comissão de Administração Pública e Relações do Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), no último dia 4 de dezembro, o projeto de lei 239, de 2019, do deputado Aprigio (Pode), que tem por finalidade criar um novo cargo no quadro SEE SP, para preenchimento por meio de novos concursos.  A nova carreira, caso efetivamente aprovada, deverá ser denominada como agente de segurança escolar.

Com a aprovação, a proposta agora foi encaminhada para análise na Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento. Caso aprovado poderá ser encaminhada para votação no plenário da casa.

Embora não determine a quantidade de vagas, o projeto prevê que a carreira deverá contar com as mesmas condições do agente de organização escolar, que pede apenas ensino médio para ingresso, com remuneração inicial de R$ 1.142,64, para jornada de trabalho de 40 horas semanais.

O projeto determina que os novos servidores deverão passar por treinamento específico, à cargo da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM/SP) ou pelas respectivas guardas municipais.

O deputado considera a possibilidade de criação de vagas para a carreira na proporção de um mesmo quantitativo de postos eventualmente extintos para a função de agente de organização, no sentido de não acarretar aumento de despesas para os cofres públicos.

Concurso SEE SP : saiba mais sobre a justificativa para novo PL

Para a realização de novo concurso SEE SP, a criação do cargo de agente de segurança se  justificativa com base na necessidade de evitar novos incidentes como o ocorrido  em Suzano, no qual dois estudantes mataram diversos adolescentes e funcionários de uma escola pública. 

De acordo com ele, “a ausência da proximidade com os alunos dificulta a detecção dos fatores que podem gerar a violência. Podemos concluir que há uma tendência de violência preocupante entre os adolescentes. Para enfrentar e coibir essa ameaça contemporânea requeremos a criação do cargo do agente de segurança escolar, que estando presente no dia a dia vai ter maior proximidade com corpo discente e entender e prevenir a violência no seu nascedouro. A criação do presente cargo vai ao encontro dos interesses da douta Administração Pública”, diz. “Ademais, a função do referido cargo visa também proteger os alunos da rede estadual de ensino em casos de brigas e tumultos em escola de aula, e a defesa dos professores, que de igual modo vem sofrendo violências fiscais”.

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