A falta de rumo e de objetivo gera a inatividade

Avançar representa, sim, ter um bom plano, pautar-se na realidade e não no que deveria ser feito. Condições em bases irreais em nada auxiliam

Redação
Publicado em 31/05/2013, às 13h35

A pessoa inativa é aquela sem ação. Que não cria movimento em sua vida, faltando dinamizar suas atividades, pensamentos, ideias e reflexões sobre todas as coisas que deveriam lhe oferecer escolha, opção e, consequentemente, ação. Longe de se pensar que isso tão somente dê trabalho, o fato é que o “fazer” compõe um ingrediente importante na vida de quem vive um processo de aprovação.
Isso se predetermina, tal como ocorre com os esquemas de organização, planejamento e agendamento, oferecendo-nos sentido e direção frente àquela circunstância – que é exatamente o que um candidato precisa para avançar. É monitorado constantemente, com a humildade de quem aceita que pode rever suas ações e melhorar seu enfoque e direção.
Avançar representa, sim, ter um bom plano, pautar-se na realidade e não no que deveria ser feito. Condições em bases irreais em nada auxiliam e proporcionam instabilidade àqueles que visam ter um mínimo de ordenamento nas suas ações e altos resultados, simplesmente porque se consideram especiais.
A sensação de insegurança e instabilidade se eleva toda vez que se acumula uma crença negativa em torno de si mesmo. E isso pode acometer a todos, sem exceção. Se pensarmos no candidato que permanece inerte, sem ação, sem mudanças significativas, acreditando naquilo que quer, certamente que trunca o aprimoramento constante que necessita para vivenciar seu processo de aprovação.
A conquista exige parcimônia, palavra – e atitude – pouco utilizada. Talvez em razão da pressa constante na vida das pessoas, pela influência tecnológica que faz parecer que tudo é para ontem. Mas as pessoas vivem dentro de um limite possível, ou seja, na realidade que habitam. E não podemos de modo algum burlar isso, pois o preço a pagar é alto. Passa-se a desejar que os resultados sejam instantâneos e se perde a noção do próprio valor face ao exagero de querer acreditar que com você tudo teria que ser pra lá de perfeito.  Arrancar um valor pessoal que não está creditado em si, mas no que deseja que os outros acreditem.
Um exemplo são aqueles candidatos que gostam de falar e contar sobre o quanto são exímios, mais estudiosos e competentes que outros. São aqueles que sentem que deveriam receber mais resultados do que os outros porque julgam ser mais merecedores.
Esses desconhecem obviamente que outros estão também vivendo dificuldades inerentes ao seu processo de evolução e são iludidos pela ideia de que outros estão tendo o ganho que é seu! E que por isso ficaram sem a sua vitória.
Existem pessoas que não realizam ou pouco o fazem, até porque os criativos são mutantes, insatisfeitos por natureza e desejam sempre criar novos meios para dar um passo adiante. A inatividade gera imutabilidade, o que é péssimo para um concurseiro que precisa ser hábil, rápido, estrategista, determinado, ter foco e discernimento para não cair nos exageros e simplesmente levar a cabo um projeto ordenado, simples, coeso, limpo, fácil de dar conta, sem ser mirabolante.
Fica aí a dica de repensar a sua forma de agir neste período tão significativo e de tamanho valor a você que investe na sua formação profissional. Lembre-se: candidato inteligente é aquele que sabe fazer a gestão emocional desta etapa e corrigir as rotas.
Luiza Ricotta é psicóloga e professora em cursos de pós-graduação e preparatórios para a carreira pública. É especializada no atendimento a concurseiros, tendo desenvolvido e criado a “Preparação emocional do candidato”. É autora de livros, entre eles: “Preparação emocional em concursos: equilíbrio e excelência”. Ministra o curso ‘Preparação emocional’ na Área VIP do JC&E: www.jcconcursos.com.br/vip. E-mail: luizaricotta@hotmail.com. Twitter: @luizaricotta.

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