A vida do candidato e o uso das redes sociais

Luiza Ricotta, psicóloga e professora em cursos de pós-graduação e preparatórios para a carreira pública, fala sobre o uso das redes sociais na vida de concurseiros

Da Redação
Publicado em 04/04/2013, às 11h30

Assunto recorrente na vida dos candidatos que estão às voltas com seu processo de aprovação é o uso frequente das redes sociais, geralmente sem qualquer critério e com o uso indiscriminado do tempo. É na vida virtual que muitos buscam a relação que não tiveram na semana, dedicando-se por demais e expondo-se a algo que poderiam fazer diferente e de forma mais inteligente.

Com o tempo tão escasso, o candidato que deseja fazer boas escolhas precisa saber administrar o tempo que disponibiliza em tais redes, e que tanto lhe fará falta, por exemplo, em realizar atividade física, uma dança, luta, pilates, natação, ioga. Ou para fazer um curso de idioma, oratória, de arte, enfim, algo que interesse.

A determinação e o foco, tão necessários, precisam vir acompanhados de uma conduta muito consciente do que contribui para a sua vida e, por outro lado, do que realmente lhe faz desperdiçar energia, concentração e disposição. Ingredientes que o candidato precisa reunir, a fim de desenvolver uma boa performance.

A distração que a rede social provoca é extrema, e muito da informação ali contida não é útil, e em nada irá acrescentar. E se tornando um hábito, para alguns um vício, em nada agregará valor. Orienta sua capacidade para um foco difuso, sem definição, pois, ao navegar, o candidato é levado para outras instancias e demandas que nem mesmo foram originadas por si mesmo. Sendo, portanto, conduzido, ao invés de ser detentor do seu percurso digital.

Diversos candidatos ocupam seu tempo em redes sociais antes de dormir, após um dia exaustivo. Adiam, com isso, seu horário de dormir, perdendo, inclusive, o estado de relaxamento que já teriam caso estivessem se ocupando de outra atividade que os envolvessem no clima de descanso. Muitas horas expostas em tais espaços virtuais vêm causando estresse, ciúmes, disputa, raiva, em razão do que é postado ali, sem contar o fato de ficar plugado, fisgado como um peixe, atraído pelo movimento tão dinâmico que a internet possui. Vai sendo conduzido a outra busca, e mais outra. E quando vê, já é madrugada.

Se não disciplinar suas buscas e interesses, você não terá o nível de concentração que precisa para gerir sua vida como um todo. E não se trata unicamente do estudo, mas de formar, manter e consolidar vínculos no contexto presencial, da realidade de sua vida.

As mídias digitais fazem parte de nosso contexto atual, isso é fato. Vivemos em uma sociedade tecnológica e, cada vez mais, se está exposto a procurar informação na internet, o que não significa deixar que seu investimento nas relações tenha que ser virtual, de menor qualidade, descompromissado e volátil.

Vise à interação de fato e com qualidade, com o emprego do tempo que tiver e com práticas de convivência e gratificação. E saiba administrar sua exposição em tais recursos virtuais, aproveitando o que têm de melhor: sua utilidade, observando o gasto de tempo empregado.

Luiza Ricotta é psicóloga e professora em cursos de pós-graduação e preparatórios para a carreira pública. É especializada no atendimento a concurseiros, tendo desenvolvido e criado a “Preparação emocional do candidato”. É autora de livros, entre eles: “Preparação emocional em concursos: equilíbrio e excelência”. Ministra o curso ‘Preparação emocional’ na Área VIP do JC&E: www.jcconcursos.com.br/vip, com 88 videoaulas. E-mail: luizaricotta@hotmail.com. Twitter: @luizaricotta.

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