Deixe o velho para trás e abra espaço para o novo

Estar fechado para o novo implica em não experimentar novas experiências e, principalmente, não absorver conhecimento que é fundamental para todo concurseiro

PUBLIEDITORIAL
Publicado em 09/12/2020, às 08h31 - Atualizado às 15h39

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Você quer melhorar, progredir, prosperar, certo? Saiba que, para conseguir, provavelmente precisará fazer algo diferente do usual. É difícil alguém passar de nível, avançar rumo à realização de um sonho, agindo da forma como sempre agiu. Apesar de todos nós sabermos disso, muitos têm tanto medo do novo que o afastam completamente. Esse comportamento é, em alguma medida, até natural, por causa do instinto de autopreservação que nos condiciona a todos. Ainda assim, caro leitor, romper com velhos hábitos, mesmo sendo tão assustador para alguns, é absolutamente necessário.

Você é do tipo que, quando é apresentado a uma nova tecnologia, reage com desconfiança ou, ao menos, indiferença, logo descartando a novidade, geralmente depois de enquadrá-la em algum conceito que tem na memória? Nem a curiosidade vence seu ímpeto de retornar à rotina, ao lugar-comum? E é assim com todo o resto, com uma oportunidade que surge de se mudar de cidade, estado ou país; com a chegada de um novo amor; com uma nova proposta de emprego?

Se esse comportamento é o seu padrão, concurseiro, preciso alertá-lo para implicações menos óbvias dele. Em síntese, o perigo é que, enquanto você estiver fechado ao novo, estará preso ao velho, inclusive ao que não costuma funcionar tão bem para você. Por exemplo, se resiste a conhecer gente nova e diferente das pessoas que tradicionalmente fazem parte do seu círculo social, continuará atraindo o mesmo tipo de sempre e mantendo longe indivíduos interessantes e que talvez tenham muito a lhe oferecer.

Para o antigo, o moderno soa como ameaça. Há grande tensão entre o arcaico e o contemporâneo, e toda novidade incomoda, sobretudo quem não quer sair da zona de conforto. Essa pessoa prefere se alimentar apenas da colheita de outras estações, que está embolorando no celeiro, a encarar o fato de que até na natureza a renovação se impõe. Os alimentos simplesmente estragam, o que não é exatamente um problema para quem está preparado para semear a terra de novo, e de novo…

É comum resistirmos ir a alguns lugares porque acreditamos que não encontraremos o que buscamos. E o que acontece? Continuamos consumindo mais do mesmo, sem nem imaginar o que há de fresco por aí. Resistimos ao que não compreendemos, ao que não conseguimos explicar. Ora, amigo leitor, “ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo” (Marcos 2:21,22).

O ideal é sabermos lidar com a incerteza daquilo que não é banal para nós. A coragem para enfrentar o desconhecido é o que ditará nosso potencial de crescimento, afinal, sem apego ao velho, cada dia vai ficando mais fácil caminhar em outra direção, para longe da própria obsolescência. Acredite: quando a mente está aberta ao novo, recebemos ajuda até de onde não imaginávamos ser possível. Ao baixarmos a guarda, o apoio e o incentivo podem vir de alguém de quem não gostamos, de quem não esperamos nada de bom. E veja bem: até um insulto pode servir de aprendizado para quem está olhando para a frente, disposto a absorver o máximo de experiência e conhecimento à sua volta.

Pode parecer óbvio, mas as mãos precisam estar vazias para pegarem algo novo. Primeiro, larga-se o que se está segurando para, só então, apanhar outra coisa. Portanto, tudo – eu disse TUDO – que estiver impedindo você de se tornar a melhor versão de si mesmo precisa ser “largado” o quanto antes, a fim de que sua mente e seu coração tenham espaço para abrigar o diferente, aquilo que pode vir a ser o grande divisor de águas na sua trajetória.

Doar roupas velhas é o que abre espaço no armário para as novas que virão, correto? É o que você precisa fazer em sua vida: jogar fora o que não presta mais e abrir espaço para novas possibilidades. Como? Parando de colocar a culpa no passado, nas antigas práticas, em métodos ultrapassados, nos hábitos de ontem, nas desculpas ou mentiras que você conta todos os dias para si próprio.

Desapegue! Dê uma chance à mudança! Não rotule nada nem ninguém. Isso só torna mais improvável uma colheita nova e, quem sabe, melhor do que aquela à qual você está acostumado, que rende apenas o suficiente para sua subsistência. Abandone o que não lhe traz paz e só serve para atrasá-lo.

Ah, e não espere o momento “certo” para dar essa guinada. Se há uma hora para iniciar o processo de transformação, descartando o antiquado e o que não funciona mais, essa hora é AGORA. Se você continuar deixando para depois, perderá aquela que pode ser sua maior oportunidade de renovação. Aceite você ou não, a verdade é que estamos em constante mutação, deparando com o novo o tempo todo. Quem finge ignorar isso só tem a perder.

Esclareço desde logo, antes das prováveis críticas: não se trata de desvalorizar a tradição, a experiência, a rotina, a gratidão pelo que conquistamos. Tudo isso é de extrema importância. Trata-se, sim, de acreditar que o novo está aqui e é chegada uma forma diferente de fazer as coisas, é chegada a hora de se reinventar. O velho, materializado por uma roupa que não serve mais, um objeto que perdeu a utilidade ou uma tecnologia que deixou de existir, tem de ficar para trás. À acomodação e aos antigos hábitos, como vitimismo, procrastinação e estudo sem método, deve ser reservado o lugar ao qual pertencem: o passado.

Em menos de um mês entraremos em 2021 e precisamos estar preparados para tudo que ele promete. Há um novo jeito de viver, de fazer, de acreditar. Apesar do marco representado pela virada de ano, preciso ser bem sincero com você: o calendário, em si, não é o que faz a diferença. O novo independe de viradas formais, como a do dia 31 de um mês para o 1º de outro. Depende muito mais de mudanças de atitude.

Abra espaço para o novo e deixe o velho para trás. O melhor está por vir.

Gabriel Granjeiro, diretor-presidente e fundador do Gran Cursos Online, afirma que a instituição está promovendo um novo método de ensino com "ferramentas inéditas que em breve surpreenderão todo o mercado de educação e de tecnologia". 

"Anote: em janeiro de 2021, mostraremos o NOVO como você NUNCA viu antes. Será uma verdadeira reinvenção. Acredite. Confie. Aguarde" finaliza Granjeiro.

Texto de Gabriel Granjeiro, Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online

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