Governo de São Paulo

Dersa: aprovada extinção da autarquia

Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a extinção da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), que deve se tornar oficial nos próximos dias, com sanção do governador João Doria

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Fernando Cezar Alves | fernando@jcconcursos.com.br
Publicado em 11/09/2019, às 11h30 - Atualizado às 15h30

Dersa - Sede da Dersa
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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, na última terça-feira, 10 de setembro, por 64 votos a favor e 15 contra, o projeto de lei 727/2019, do governador João Doria, que prevê a extinção da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). A empresa, de economia mista, criada em 1969, tem por finalidade executar obras viárias e administrar rodovias do estado. A efetiva extinção do órgão deve ocorrer nos próximos dias, quando publicada sanção por parte do governador. A proposta do governador, agora aprovada pelos parlamentares,  foi enviada à casa no primeiro semestre.

De acordo com Doria, a maioria das rodovias do estado foram concedidas à iniciativa privada, com contratos que podem ser administrados diretamente pelo governo. Ainda de acordo com o governador, a manutenção da Dersa custa aproximadamente R$ 50 milhões por ano e tem um déficit operacional acumulado de aproximadamente R$ 404 milhões nos últimos anos.

Atualmente, a Dersa possui 307 empregados efetivos, dos quais a intenção é de que sejam transferidos para outras empresas e setores do governo, com parte podendo ser demitida.

Corrupção

Um dos motivos da extinção da autarquia também se deve ao fato de que a Dersa é considerada um dos principais focos de denúncias de corrupção do governo de São Paulo. A obra do Rodoanel Mario Covas virou foco de corrupção contra gestões do governo PSDB. Notícia recente do UOL mostrou que a Dersa chegou a desapropriar a mesma área três vezes pelo dobro do preço em cada uma, além de pagar a pessoas erradas nestas desapropriações.

Em outra obra, a Rodovia Carvalho Pinto, o prejuízo com corrupção teria sido de R$ 463 milhões. De acordo com delações na Operação Lava Jato, o PSDB teria cobrado de propina para o caixa 2 de campanhas pelo menos R$ 97 milhões.

 

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