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Empregos Eleições 2010

Entrevista com o candidato Geraldo Alckmin, PSDB

O político defende a ampliação do programa do remédio gratuito, o aumento de policiais nas ruas, a criação de mais vagas para professor e mais investimento nas Etecs e Fatecs.



Redação
Publicado em 24/09/2010, às 14h48

Aos 58 anos, Geraldo Alckmin já foi professor, médico, vereador, prefeito, deputado estadual e federal duas vezes, vice-governador, governador e secretário de desenvolvimento do governo de São Paulo. 

O candidato nasceu em Pindamonhangaba, no interior paulista, onde iniciou a carreira na vida pública com 19 anos.

Jornal dos Concursos e Empregos – Qual a sua principal plataforma de governo?

Geraldo Alckmin – O desenvolvimento econômico e a redução da pobreza e da desigualdade continuam sendo nossos desafios, mas o centro das nossas preocupações não muda: são as pessoas, principalmente os que mais precisam de apoio do Estado.

Avançar e inovar a cada governo é a marca da administração do PSDB em São Paulo. Os brasileiros de São Paulo entenderam isso, sentiram isso nos avanços da educação, da saúde, na qualidade das estradas, na distribuição gratuita de remédios, na formação e preparação de nossos jovens para o emprego nas Etecs e Fatecs. E é por isso que têm aprovado a seriedade, a ética e a maneira de administrar dos governos do PSDB.

Vamos avançar ainda mais aqui no Estado, especialmente, nas áreas da saúde, educação, segurança e habitação. Para isso, estamos propondo a criação do Via Rápida para o Emprego, com a abertura de cursos de curta duração. Vamos instituir o programa Aluno em Tempo Integral, com cursos fora da jornada escolar. Vamos ampliar o programa do remédio gratuito, o Dose Certa. Vamos colocar mais 6 mil policiais nas ruas e direcionar mais delegados para a investigação. Na área da moradia popular, vamos criar o BNDES da Habitação, que vai aumentar a oferta de casas para famílias de baixa renda. Nosso programa de governo tem como diretrizes a promoção do desenvolvimento sustentável do Estado.

JC&E – A atual gestão abriu diversos processos seletivos temporários, especialmente na área da Educação. Qual a sua posição sobre isso?

GA – Nós vamos acelerar ao máximo os concursos públicos, investir na carreira. Eu sou filho de funcionário público, meu pai foi veterinário por 39 anos na Secretaria da Agricultura. Na minha gestão, eu fiz concurso para 70 mil vagas na educação e nós vamos fortalecer isso muito rapidamente. 

JC&E – Ainda na esfera da educação, o atual governo instaurou o Programa + Qualidade, que visa medir a capacitação dos docentes e qualificá-los em curso de formação. Qual é a sua opinião sobre o Programa? Que plano o seu governo tem para melhorar a rede pública de ensino?

GA – Na Assembléia Legislativa, já foi aprovada uma lei de iniciativa do Executivo que cria mais vagas para professor. Eu pretendo fazer concurso público para a gente ter mais professor efetivo. Na outra ponta, vamos investir na carreira, na meritocracia, o bônus para você ter metas, melhorar o aprendizado. Esse é o segredo. O Governo de São Paulo está incorporando as gratificações para beneficiar também o aposentado e o pensionista.

JC&E – Em relação à área da segurança, quais serão as suas prioridades? Haverá aumento no efetivo policial?

GA – Vamos trabalhar com determinação para melhorar a segurança. Houve queda dos homicídios de 70%, de 1999 até hoje. Cerca de 45.000 vidas foram salvas e a vida não tem preço. No segundo trimestre deste ano, os índices deste crime registraram diminuição de 10%.

Nossa proposta é colocar mais 6 mil policiais militares na rua, porque isso vai prevenir o crime, e vamos ainda dobrar o número de postos da Polícia Comunitária, aproximando a polícia do bairro e da comunidade. Nós vamos informatizar a Polícia, completando o sistema de rádio digitalização e disponibilizando laptop, palmtop e GPS para todas as viaturas.

É importante ainda reforçar a atividade investigativa da Polícia Civil e para isso nós vamos zerar o número de presos em cadeias, transferindo os cerca de 9 mil que ainda estão nas delegacias para os Centros de Detenção Provisória.

Acima de tudo, nós vamos valorizar o policial, melhorando o seu salário e dando a oportunidade de desempenhar a Atividade Delegada, a exemplo do que já acontece na cidade de São Paulo. Na Atividade Delegada, o policial não precisará fazer mais bicos e trabalhará armado, fardado e designado pelo comando durante suas horas de folga, ganhando cerca de R$ 1.000 a mais.

JC&E – De acordo com estudo realizado pelo Ministério da Educação, o mercado para estudantes egressos de cursos técnicos está aquecido - 72% dos alunos de nível médio que estudaram em escolas técnicas federais entre 2003 e 2007 estão empregados, por exemplo. Embora o índice de empregabilidade seja alto, faltam técnicos no mercado. Quais planos sua gestão reserva para alavancar o número de profissionais com essa formação?

GA – O ensino técnico e profissionalizante ajuda muito na empregabilidade das pessoas. Vou integrar ainda mais o Ensino Médio e o Técnico para alavancar a formação das pessoas. Nossa proposta é ampliar o número de vagas nas Etecs e Fatecs, dando mais chance às pessoas de ter formação de qualidade e, assim, conseguir um bom emprego. Nas nossas Etecs, de cada cinco formandos, quatro já saem com trabalho certo. Nas Fatecs, de cada dez alunos que se formam, nove já estão com emprego garantido.

Outro programa importante que vou fazer é o Via Rápida para o Emprego, pelo qual nós teremos centros de formação profissional nas Regiões Administrativas do Estado e na Capital, onde os estudantes terão cursos rápidos, de 80 horas ou 100 horas. Esse programa vai acelerar a formação das pessoas e a entrada no mercado de trabalho.

JC&E – Quanto à saúde pública, o senhor tem planos específicos para aumentar o número de profissionais e, consequentemente, melhorar o atendimento à população?

GA – A saúde é nossa prioridade absoluta e é por isso que nós pretendemos ampliar as políticas de valorização dos profissionais do Estado, investindo em melhorias na carreira como o atual governo estadual já vem fazendo. O meu dever, até como médico, é avançar mais.

Nós vamos ampliar a rede de AMEs em todas as regiões do Estado e na Região Metropolitana. Hoje, o Governo de São Paulo já entregou 32 ambulatórios e até o final deste ano serão 40 unidades. Em média, uma AME atende por mês 15 mil pessoas e realiza 35 mil exames. Com a expansão, nós vamos reduzir filas e acelerar o atendimento à população.

Outro foco será o programa de reforma e modernização da rede de hospitais estaduais. São Paulo possui uma grande rede própria de 80 hospitais do governo, é o maior complexo hospitalar do Brasil. Quero destacar ainda a criação da rede paulista de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, nos moldes do Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira. Nós vamos dar também especial atenção à saúde mental, investindo em clínicas próprias do governo, em leitos próprios, e em convênios com entidades que já têm experiência na área.

JC&E – Considerações finais.

GA – Quero agradecer a oportunidade de expor aqui uma síntese de pensamentos, de reflexões, que pretendemos discutir com a população de forma respeitosa, com humildade. Eu acho que São Paulo vai dar um novo grande passo, um grande avanço em benefício da população. Ao longo destes anos, acumulei mais experiência, aprendi mais para fazer um governo ainda melhor, avançando na questão do desenvolvimento, da Educação, da Saúde e da Segurança Pública. Então, pretendo fazer o melhor programa de governo e a campanha mais empolgante em benefício da população de São Paulo.

+ Resumo Empregos Eleições 2010

Eleições 2010
Vagas: Não definido
Taxa de inscrição: Não definido
Cargos: Não definido
Áreas de Atuação: Não definido
Escolaridade: Não definido
Faixa de salário:
Organizadora: O próprio órgão

+ Agenda

24/09/2011 Divulgação do Resultado Adicionar no Google Agenda

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