Entrevista com aprovada em 1º lugar no concurso TRF 1 para analista judiciário

“Se puder, aos poucos, ultrapasse seus limites. Mas se não puder, não tem problema, o importante é não desistir até conseguir”

Redação
Publicado em 23/07/2020, às 13h50

Publieditorial

Confira a entrevista que o Estratégia Concursos fez com Glenda Castelo, aprovada em 1º lugar no concurso TRF 1, em Manaus/AM, para o cargo de Analista Judiciário – Área Administrativa:

Estratégia Concursos: Você é formada em que área? Qual sua idade?  De onde você é?

Glenda Castelo: Sou formada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Amazonas, e também sou Tecnóloga em Produção Publicitária pelo Instituto Federal do Amazonas. Possuo Especialização em Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal pela Uninter.Tenho 40 anos e sou de Manaus/AM.

EC: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

GC: Minha filha sempre foi minha maior motivação. Na época que iniciei a estudar para concursos, eu estava fazendo faculdade, minha filha tinha 3 anos, e eu estava desempregada.

EC: Durante sua caminhada como concurseira, você trabalhava e estudava ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

GC: No início, eu fazia faculdade, era mãe e esposa. Mas depois que tomei posse na Secretaria Municipal de Saúde, eu passei a trabalhar, fazer faculdade e era mãe e esposa.

EC: Quantos e em quais concursos já foi aprovada? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

GC: Em 2005, saiu o edital do concurso da Secretaria Estadual da Saúde (SUSAM) e logo em seguida saiu o edital da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) da minha cidade, com editais muito semelhantes, então resolvi estudar e prestar o concurso para o cargo de Assistente Administrativo, em ambos os concursos. Estudei sozinha, não tinha condições de pagar um cursinho. Fui aprovada nos dois concursos. No concurso da SEMSA fiquei na 31ª colocação do total de 600 vagas, então fui chamada na primeira convocação e logo tomei posse.

Em 2010, teve o concurso do INCRA, tinha vaga no Rio de Janeiro para o cargo de Contador, eu já estava para me formar, então resolvi fazer e fui aprovada em 7º lugar. Em 2011, me inscrevi para o concurso de Oficial Temporário da Aeronáutica, para o cargo de Contador, nesse concurso havia somente duas vagas para a cidade do Rio de Janeiro e fui aprovada em 2º lugar.

Na mesma época, saiu o edital do TRT da 11ª Região. Para esse concurso, eu consegui me inscrever num cursinho da minha cidade para me preparar e, então, me inscrevi. Quando eu vi o número de inscritos, fiquei bem desanimada, pois percebi que era um concurso concorridíssimo, mais de 34 mil inscritos para o cargo de Técnico Judiciário e quase 4 mil para o cargo Analista Administrativo, e eu sempre era daquelas que só começava a estudar quando o edital saía. Mas consegui ser aprovada em 20º lugar para o cargo de Técnico Judiciário, dentro do número de vagas, que eram 35, então tomei posse na primeira convocação. 

Em 2012, fui aprovada em 8º lugar para o cargo de Técnico de Seguro Social de Autazes, no concurso público do INSS, Instituto Nacional do Seguro Social.

Foi após o TRT 11 que tomei conhecimento da realidade dos concursos e da existência dos cursos online voltados para concurso. Pesquisei e passei a estudar pelo material do Estratégia, e então, fui fazendo outros concursos. Meu objetivo era Tribunal de Contas, então, a partir de 2014, comecei a fazer para todos, mas só passei no TCM – GO, em 30º lugar.

Nesse período de estudos para Tribunais de Contas, saiu o edital do TRF da 1ª Região, e apesar de eu não estar estudando para o judiciário, resolvi fazer, porque a prova seria na minha cidade e as matérias eram semelhantes às que eu já estava estudando. Aí, veio a surpresa: fui aprovada em 1º lugar no concurso do TRF da 1ª Região para o cargo de Analista Administrativo da cidade de Manaus/AM.

EC: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?

GC: Foi incrível, porque eu não conseguia acreditar, depois de muitos concursos que vinha fazendo para Tribunais de Contas e só passava perto, veio essa surpresa. Eu e meu marido ficamos muito felizes.

EC: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

GC: Eu estudava todos os dias (2 a 4h/dia), mas nos fins de semana só estudava pela manhã e pela tarde (5 a 8h/dia). Como tinha que trabalhar, estudar, ser mãe e dona de casa, uma vez ou outra conseguia participar de uma confraternização com amigos ou familiares.

EC: Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?

GC: Sou casada desde 2001, meu marido sempre me deu muito apoio e a família também. Minha filha ficava com as tias durante o dia, pessoas que eu podia confiar plenamente, pois sabia que cuidariam muito bem dela, e, durante a noite, ela ficava com o meu marido. Então, nesse aspecto, eu fui muito abençoada.

EC: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

GC: Essa posso responder por experiência própria (risos), pois na época que eu estava estudando para Tribunais de Contas, fui aprovada em 1º lugar para o cargo de Analista Administrativo da cidade de Manaus/AM do concurso do TRF da 1ª Região.

EC: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovada?

GC: No início, eu começava a estudar quando saía o edital ou ouvia notícia que ele ia sair. Então, eu estudava com maior intensidade, cerca de 4h durante a semana e 8h nos fins de semana, em média de 2 a 3 meses até a véspera da prova. Mas tenho consciência que o conhecimento foi se acumulando ao longo dos anos, assim, quando saía o edital, eu focava nas disciplinas específicas do cargo para o qual eu ia prestar o concurso, e antes disso, eu procurava estudar matérias gerais que eu tinha mais dificuldade.

EC: Durante os estudos sem edital na praça, como você fazia para manter a disciplina?

GC: Antes de sair edital,eu estudava matérias gerais que eu tinha mais dificuldade, cerca de 2 a 3h/dia durante a semana, e nos fins de semana, de 5 a 6h/dia. Quando batia a vontade de não estudar, procurava fazer questões comentadas de matérias que já havia estudado.

EC: Como conheceu o Estratégia Concursos?

GC: Como falei anteriormentequando fui aprovada no concurso do TRT11, tomei conta da realidade dos concursos públicos. Vários que passaram nesse certame já tinham feito o curso do Estratégia, inclusive uma colega, que passou nesse mesmo concurso que eu. Foi ela que me falou do Estratégia e vocês a conhecem, pois ela participou de uma entrevista aí em São Paulo, junto com outros aprovados do TRF da 1ª Região. O Nome dela é Bárbara Pinheiro da Costa. E, por incrível coincidência, ela e eu passamos tanto no mesmo concurso do TRT11 como do TRF1.

EC: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?

GC: Tive que adotar vários métodos. Quando tive conhecimento do curso do Estratégia, comecei com PDF. Mas percebi que tinha dificuldades em algumas matérias e precisava de um professor que explicasse melhor. Foi quando procurei as videoaulas. Mas, também, notei que eu não me adaptava ao método de alguns professores. Aí fui buscando outros professores. Então, percebo que é o professor que me move (risos), se eu gostar da metodologia, eu consigo estudar. Por isso, tenho um professor de videoaula pra cada matéria. Alguns deles são: Adriana Figueiredo (Língua Portuguesa), Brunno Lima (Matemática e Raciocínio Lógico), Marcondes Fortaleza e Silvio Sande (ambos de Contabilidade).

Além das videoaulas, procurava fazer o máximo possível de questões comentadas, fazia do PDF do Curso do Estratégia, e também de um site de questões.

EC: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

GC: Eu não tinha um plano específico de estudo. Iniciava o estudo das matérias gerais e estudava uma matéria por dia, mas nos fins de semana e feriados, estudava duas matérias por dia. Tinha mais facilidade em aprender com videoaulas, e procurei cursos com nível mais elevado, como por exemplo, para concurso de Juiz ou Auditor, pois pensei que se estudasse em um nível mais alto, conseguiria ter um bom resultado em concurso com menor nível de dificuldade.

Então, assistia as videoaulas, quando encerrado o assunto, fazia questões comentadas do PDF e de um site. Ainda assim, quando batia a vontade de não estudar, fazia pelo menos as questões. Quando o edital era lançado, os estudos eram intensificados, inclusive, pedia uns 10 ou 15 dias de férias do trabalho. Estudava umas 4h por dia durante a semana e cerca de 8h por dia nos fins de semana, feriado e férias. Procurava focar nas matérias específicas e naquelas que eu não havia estudado. Já as matérias que eu já havia estudado, somente ficava resolvendo questões comentadas.

EC: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

GC: Sim, tive em várias (risos). Por isso, fui procurando o professor com a metodologia que eu conseguia compreender melhor a matéria.

EC: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

GC: Na semana que antecedia a prova, eu continuava estudando intensivamente, somente na noite da véspera da prova que procurava relaxar.

EC: Como foi seu estudo para provas discursivas? O que você aconselha?

GC: Eu não tinha um plano específico para essa finalidade. Quando saía o edital e via que a prova discursiva era de uma matéria específica, eu intensificava os estudos dessa matéria e procurava aprendê-la mais detalhadamente, somente isso.

EC: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

GC: Não sei dizer, nem os erros, nem os acertos, porque sempre fui trabalhando com os recursos que eu tinha disponível e observando minhas limitações.

EC: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

GC: No início, além de estudar para concurso, tinha que estudar para faculdade, em semana de provas e avaliações era bem complicado, tinha que focar só em uma coisa. Não tinha como pagar um coach, às vezes comprava só uma matéria isolada, porque não tinha como adquirir o curso completo.

Na minha casa, só tinha faxina uma vez por mês para não atrapalhar os estudos. Como estudava em casa, não dava para parar de estudar e ir arrumá-la. Às vezes, tinha que dar mais atenção à minha filha, porque ela adoecia. Em 2012, engravidei e tive meu segundo filho, ficou bem difícil estudar nessa época, por isso, só voltei aos estudos novamente em 2014, iniciando todas as matérias gerais.

Trabalhar, estudar, cuidar da casa, dar atenção aos filhos e ao marido…é bem complicado de conciliar. Tem que ter muita compreensão e cumplicidade de todos com o objetivo que se quer alcançar.

EC: Qual foi sua principal motivação?

GC: Meus filhos são minha motivação, eu quero poder dar o melhor para eles e, principalmente, ser um bom exemplo. E acho que, nesse aspecto, eu consegui obter sucesso, pois esse ano minha filha foi aprovada no vestibular de Medicina nas duas universidades, Federal e Estadual. Assim como fiz para mim, eu comprei para ela o curso do Enem do Estratégia e também outros cursos online para ela conseguir se preparar.

Estratégia Concursos: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

GC: Estudar para concursos não é fácil e só depende da própria pessoa que está interessada em passar. Então, quem quer, tem que ir com essa consciência. Por isso, tenha alguém (filho, pai, mãe, esposo, esposa…) para te motivar de verdade, pois quando a dor vier, você terá alguém para te dar forças.

Mas se você não tiver esse alguém, seja você mesmo sua fonte de motivação. Crie mecanismos que tornem o processo menos difícil, por exemplo: estabeleça metas de curto prazo (metas por semana), pois a cada meta cumprida, você sente uma satisfação que te motiva ainda mais. E se você não cumprir todas, pode acrescer as metas pendentes às metas da próxima semana, dessa forma, você só terá uma semana mais puxada. Quando o cansaço bater, mude a matéria, mas não deixe de cumprir o tempo de estudo estabelecido como meta. No entanto, às vezes, aceitar que é preciso diminuir o ritmo é a melhor forma de não parar os estudos.

Alimente-se bem, beba bastante água e, às vezes, um café vai bem também (risos). Crie uma rotina, mentalize que o horário de estudo é como se fosse seu horário de trabalho. Procure o melhor método de estudos para você, pois nem sempre o modo que os outros estão fazendo é o melhor para você. Mas, com certeza, a repetição é o melhor método de aprendizado para todos, então faça muitas questões comentadas. Livre-se das distrações, como redes sociais. Se puder, aos poucos, ultrapasse seus limites, mas se não puder, não tem problema, o importante é não desistir até conseguir!

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