Privatização

Concurso Correios: autorizado estudo de privatização

Depois de aprovado os estudos para a privatização dos Correios, o órgão acaba de divulgar que vai cortar despesas com o fechamento de agências em várias cidades

Redação
Publicado em 23/05/2019, às 10h40 - Atualizado em 12/06/2019, às 14h01

Estacionamento dos Correios
Divulgação

A realização do concurso Correios é uma incógnita, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro, através de sua conta no twitter,  já autorizou, em abril, os estudos para a privatização da estatal. Mas, em meio a este cenário, o órgão anunciou agora o fechamento de 161 agências espalhadas pelo país.

O Sintect/SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba) divulgou que a direção da ECT chama esta etapa de “readequação da rede de atendimento e da força de trabalho” .

Anteriormente, o grupo responsável pela avaliação da privatização chegou a declarar que a intenção de todas as medidas era de dar maior liberdade para que a empresa se modernize a acompanhe as mudanças de mercado promovidas pelo comercio eletrônico sem a União como controladora.

Em março, ao completar 50 anos, a instituição também havia confirmado a possibilidade de uma redução de aproximadamente 20% do seu quadro de pessoal. A informação foi dada pelo presidente da estatal, general Juares Aparecido de Paula Cunha que, em declaração para o jornal Folha de São Paulo, disse que o número ideal de servidores é de 85 mil empregados. Atualmente, o total é de 105 mil, o que equivale a uma redução de aproximadamente 20 mil pessoas, dentro de um processo de reestruturação da empresa, já em andamento.

De acordo com a publicação, as entregas de cartas, telegramas e outras mensagens, que correspondem aos setores nos quais a empresa conta com monopólio, caíram de 8,9 bilhões em 2012 para 5,7 bilhões em 2018.

Neste processo de reestruturação, foi iniciado o fechamento de algumas unidades e o desligamento de servidores com Plano de Desligamento Voluntário (PDV). Os servidores que atuam nessas agências serão realocados para outras ou poderão aderir ao PDV.

Vai ter concurso dos Correios?


Tudo só será resolvido depois desse impasse com a privatização. Anteriormente, em 2017, a estatal tinha o intuito de abrir 2.000 vagas além de cadastro reserva, em 11 Estados, incluindo São Paulo, mais o Distrito Federal. O edital apresentaria oportunidades para carteiro e operador de triagem e transbordo (OTT). Ambos os cargos exigem ensino médio completo.

Os salários iniciais são de R$ 1.284 para OTT, já incluindo a gratificação. No caso do carteiro, os vencimentos correspondem a R$ 1.620,50, se acrescentado o adicional de distribuição. Fora as remunerações, os admitidos recebem vale-alimentação/refeição na quantia de R$ 971,96 a R$ 1.092,48. Acrescentando o valor máximo do benefício, o rendimento das carreiras chega a R$ 2.376,48, para operador, e a R$ 2.712,98 para carteiro.

Como benefícios, os Correios oferecem, ainda, vale-transporte, auxílio-creche ou auxílio babá, além de adicionais (de acordo com o Plano de Cargos, Carreiras e Salários) e a possibilidade de adesão ao Plano de Previdência Complementar.

As oportunidades seriam distribuídas pelos Estados do Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal. Não seriam disponibilizadas vagas nos demais Estados do país porque a empresa ainda possui cadastro reserva vigente do processo seletivo realizado em 2011 em tais localidades.

Os candidatos que se inscrevessem no concurso fariam provas de conhecimentos e, se aprovados, seriam submetidos também a um teste de esforço.

Cargos e requisito para o concurso Correios

  • Atendimento Comercial, Carteiro e Operador de triagem e transbordo – certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso de ensino médio ou curso técnico equivalente, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo órgão competente;
  • Auxiliar de Enfermagem do Trabalho Júnior – Ensino Médio e certificado de conclusão de curso de Auxiliar de Enfermagem;
  • Técnico de Segurança do Trabalho Júnior – Ensino Médio e de Curso de Técnico em Segurança do Trabalho;
  • Engenheiro de Segurança do Trabalho Júnior – Diploma ou certificado de conclusão de Bacharel no curso de Engenharia ou Arquitetura. Certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, em nível de pós-graduação. Registro profissional e comprovante de regularidade no respectivo Conselho de classe;
  • Enfermeiro do Trabalho Júnior – Nível superior em Enfermagem, com especialização em Enfermagem do Trabalho;
  • Médico do Trabalho Júnior – Ensino superior em Medicina; especialização em Medicina do Trabalho, em nível de pós-graduação, ou certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente.

Último concurso Correios

O Correios realizou seus últimos  processos de seleção em 2017 e 2011. Em 2017 foram ofertadas 12 vagas para Auxiliar de Enfermagem do Trabalho Júnior; 21 vagas para Técnico de Segurança do Trabalho Júnior; 2 vagas para Enfermeiro do Trabalho Júnior; 9 vagas para Engenheiro de Segurança do Trabalho Júnior; 44 vagas para Médico do Trabalho Júnior. A  organizadora, na ocasião, foi o IADES.

Em 2011 foi realizado concurso para Agente de Correios (Carteiro, Atendente Comercial e Operador de Triagem e Transbordo).

O JC Concursos fará a cobertura completa do concurso Funai, em contato com a associação e órgãos responsáveis para a autorização e publicação do edital.

Prova anterior Correios

Para auxiliar nos estudos, o JC Concursos liberou as provas anteriores do órgão para os diversos cargos, além dos gabaritos para consulta das questões aplicadas. É importante avaliar mais detalhes sobre a organizadora, uma vez que o concurso dos Correios avançar, direcionando a preparação para o estilo da banca.

Sobre Correios

Os Correios tiveram sua origem no Brasil em 25 de janeiro de 1663, com a criação do Correio-Mor no Rio de Janeiro, então capital da Colônia. Em 1931 o decreto 20.859, de 26 de dezembro de 1931 funde a Diretoria Geral dos Correios com a Repartição Geral dos Telégrafos e cria o Departamento dos Correios e Telégrafos. A ECT foi criada a 20 de março de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério das Comunicações mediante a transformação da autarquia federal que era, então, Departamento de Correios e Telégrafos (DCT). Nos anos que se seguiram, vários serviços foram sendo incorporados ao portfólio da empresa.

Além dos tradicionais serviços de cartas, malotes, selos e telegramas, entre os novos serviços podem ser destacados os pertencentes à família Sedex, serviço de encomendas expressas. Impulsionados pelas mudanças tecnológicas, econômicas e sociais, os Correios iniciaram em 2011 um profundo processo de modernização. Com a sanção da Lei 12.490/11, a empresa teve seu campo de atuação ampliado e foi dotada de ferramentas modernas de gestão corporativa para enfrentar a concorrência. Com a nova lei, os Correios podem atuar no exterior e nos segmentos postais de serviços eletrônicos, financeiros e de logística integrada; constituir subsidiárias, adquirir controle ou participação acionária em empresas já estabelecidas e firmar parcerias comerciais que agreguem valor a sua marca e a sua rede de atendimento.

Ao todo são mais de cem produtos e serviços oferecidos pela maior empregadora do Brasil (no início de 2008 com mais de 109 mil empregados próprios, além dos terceirizados), sendo a única empresa a estar presente em todos os municípios do país, com uma vasta rede de unidades próprias e franqueadas. Diversos dos produtos e serviços da ECT podem ainda ser adquiridos pela internet.

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