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Professores dão dicas para a prova do IBGE

O JC&E consultou professores para que você possa direcionar melhor os estudos em cada disciplina



Redação
Publicado em 01/04/2010, às 15h08

A prova do processo seletivo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o cargo de recenseador, prevista para o dia 30 de maio, irá cobrar dos candidatos as matérias de língua portuguesa, matemática e conhecimentos gerais. O JC&E consultou professores para que você possa direcionar melhor os estudos em cada disciplina. Confira!

Língua Portuguesa - Adriano Paciello é professor de português e interpretação de textos do curso preparatório Siga Concursos. A seguir, você confere algumas dicas do professor.

“A leitura nos ajuda na ortografia. Ler o dicionário, ler mesmo, uma página por dia, também é uma forma de se saber a maneira correta de grafar palavras. Procure saber a lógica das nomenclaturas dos verbos, todos os nomes tem um porquê, tem uma lógica, use essa lógica para alguns verbos, principalmente os verbos derivados de TER, VER, PÔR. Lembre-se de que uma prova de concurso não coloca algo corriqueiro, porém recursos poucos usuais no dia-a-dia, para, lógico, eliminar candidatos. É essa a diferença de quem está atento e se preparou. Outro ponto odioso e traumatizante é a análise sintática, de período composto. Para se saber fazer tal análise, em alguns casos, precisa-se saber fazer o de período simples. Isso em se falando em substantivas. Nas orações adverbiais e coordenadas, atenção ao valor das conjunções, elas dão o tom e o nome da oração. Não é comum em concursos de se perguntar a nomenclatura das orações, porém o valor das conjunções é algo muito normal e provavelmente cobrado em questões. Sabendo o valor das conjunções, a nomenclatura das orações segue a mesma linha, a mesma nomenclatura. A Regência Verbal também é um tema muito cobrado, saber que uma preposição muda completamente o sentido de um verbo não se encaixa apenas em provas, mas na comunicação do dia a dia. Vejamos o caso do verbo ASPIRAR. Vejamos a oração: Maradona ASPIRAVA A uma grande carreira. / Maradona ASPIRAVA UMA grande carreira. A falta da preposição mostra a dependência do craque argentino em cocaína. Muitas vezes, as preposições são menosprezadas pelas pessoas, que nem sabem que existem em muitos verbos.

Já nas concordâncias, tanto a nominal como a verbal, saber achar o sujeito da oração ajuda muito em dominar tais assuntos. Leitura e regras, e muito estudo complementam as dicas para se entendê-las.“

Matemática - O primeiro ponto do conteúdo programático diz respeito aos números inteiros e racionais. Segundo o professor de matemática do curso preparatório Siga Concursos, Ricardo Nunes, as empresas organizadoras costumam cobrar as chamadas operações básicas (adição, subtração, multiplicação e divisão) nas provas, especialmente divisão de números e soma de números com vírgulas. “Muitos candidatos têm dificuldade em responder a estas questões porque esquecem como se resolvem estas contas, já que estamos acostumados a só utilizar a calculadora”. Ele ressalta ainda que pode constar no exame alguma questão que peça para somar ou subtrair frações. Em relação aos números e grandezas proporcionais, Nunes relembra que o candidato deve prestar atenção se a regra de três simples é do tipo direta (uma grandeza aumenta e a outra grandeza aumenta também) ou inversa (uma grandeza aumenta enquanto a outra grandeza diminui). Para o professor, a dificuldade maior está em identificar que regra de três simples está sendo pedida para solucionar o problema. De acordo com o edital, também será cobrado conhecimento sobre porcentagem. Nunes alerta que problemas de porcentagem não podem ser resolvidos com regra de três. “Não se multiplica porcentagem. Sempre transforme a porcentagem em fração e aí é importante saber fazer as operações com números racionais”, ressalta. Sobre as equações de 1º grau, outro ponto que consta do conteúdo programático, o professor enfatiza que grande parte dos concurseiros não tem dificuldade para resolver a equação, mas para compreender o que o texto está pedindo. A dica, neste caso, é treinar a leitura, tentar ser crítico e refletir sobre o que se lê. Praticar a leitura também pode servir como conselho na parte de interpretação de tabelas e gráficos. “Compreender uma tabela ou um gráfico é como compreender um texto, é preciso ter percepção para saber o que está sendo apresentado ali. Para aumentar a percepção, é necessário praticar”. O professor ressalta também os itens de máximo divisor comum (m.d.c) e mínimo múltiplo comum (m.m.c). De acordo com ele, as provas costumam trazer um problema e o candidato tem que identificar se vai usar o m.d.c ou o m.m.c. “Nas questões de m.m.c, sempre há a descrição de um fenômeno e a apresentação de uma situação inicial e o candidato terá que responder quanto tempo será necessário para que aquela situação inicial volte a acontecer. Já para identificar o m.d.c, é preciso prestar atenção a algumas palavrinhas mágicas no enunciado. Estas questões normalmente pedem para calcular o valor máximo e o valor mínimo ou a maior quantidade e a menor quantidade. Fique atento às expressões máximo e mínimo ou maior e menor”, afirma Nunes.

Para finalizar, a dica geral do professor é resolver exercícios que já contenham o resultado final. “De um modo geral, os alunos gostam de segurança, gostam de resolver o problema e já conferir a resposta para saber se acertou ou errou”, completa.

Conhecimentos gerais - Na prova, serão cobradas 10 questões de conhecimentos gerais, incluindo tópicos de história e geografia do Brasil, meio ambiente, atualidades e cotidiano brasileiro na economia, política, ciências e artes. O professor de geografia e atualidades do curso preparatório Siga Concursos, Mário Storniolo Júnior, destaca que, no campo da história e geografia, a prova deverá abordar os assuntos do Oriente Médio, sempre em pauta no noticiário internacional, a situação política em Honduras e, mais recentemente, os terremotos que arrasaram o Haiti. Em âmbito nacional, devem entrar perguntas sobre energia “principalmente envolvendo o problema do ‘apagão’, as hidrelétricas e as fontes de energia renovável”, acredita Júnior. Também no tópico de meio ambiente, o professor alerta para os temas do aquecimento global, desmatamento e a última conferência climática da ONU, realizada no final de 2009, em Copenhague. Para estar em dia com todos esses assuntos, Júnior ressalta que acompanhar o noticiário diariamente, se ainda não é, deve se tornar hábito desde já. “Fatos dos meses anteriores têm mais chances de serem avaliados, pois a banca examinadora terá tido tempo de elaborar as perguntas”.

Portanto não adianta querer se atualizar semanas antes da prova. O quanto antes o candidato puder acompanhar os jornais, revistas semanais, rádio, internet e televisão, melhor para sua preparação. E aqui, cabe outra dica do professor: “De alguns assuntos também é importante puxar a parte histórica, o que deve ser feito por meio de livros didáticos ou material preparatório de cursinhos”.


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