Quadrilha é presa pirateando cursos preparatórios para concursos

O grupo teve a atuação desbaratada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, mas também contava com atuação em São Paulo e Minas Gerais

Fernando Cezar Alves | fernando@jcconcursos.com.br
Publicado em 21/07/2020, às 16h20

Notas de real
Divulgação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC RJ) desbaratou, nesta terça-feira, 21 de julho, um esquema de pirataria de material preparatório para concursos públicos. O grupo, com atuação centrada no estado, também contava como um escritório comercial em São Paulo e atuação em Minas Gerais. Ao todo, nove pessoas foram presas suspeitas de participar do esquema, que chegou a faturar aproximadamente R$ 15 milhões.

O grupo atuava por meio de quebra da criptografia de sites de cursos preparatórios para concursos públicos online. O material pirateado pelos suspeitos era revendido aos candidatos por valores de aproximadamente 10% do valor cobrado pelas escolas.

Os 19 mandados de busca e apreensão ocorreram nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Saquarema e Araruama, todos no Rio, além dos municípios mineiros de Juiz de Fora e Borda da Mata.

A operação Black Hawk (Falcão Negro), como foi nomeada, apurou que o esquema já funcionava há, aproximadamente, 20 anos, tendo como núcleo uma família,que movimentava pequenos negócios particulares para a lavagem do dinheiro. 

Entre os suspeitos existem, inclusive, funcionários públicos, como Alessandro Jesus Cabral, servidor público da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O líder da quadrilha era o irmão de Alessandro, Antonio de Jesus Cabral.

A polícia chegou a Alessandro por meio de investigação de um dos domicílios bancários ligados ao site "Concurseiro Paulista". Com esta informação houve quebra dos sigilos fiscal e financeiro, onde foram encontradas movimentações de R$ 980 mil entre dezembro de 2013 a janeiro de 2019, o que corresponde a R$ 16 mil mensais, valor incompatível com a função do servidor na PM carioca. 

Também participavam do grupo a mãe de Alessandro e Antonio, Verônica de Jesus Conceição, Gilmar de Jesus da Costa,  Gilmar de Jesus da Costa; Caio Victor Oliveira dos Santos; Nelson Faria Coelho Junior; Daniel Azeredo dos Santos e Leticia Adele Cardoso Rossmann, além de Lothar Alberto Rossmann, apontado como o hacker que invadia as páginas dos cursos preparatórios  

Rossmann teria conhecimentos de tecnologia da informação, que utilizou para quebrar a criptografia dos serviços de streaming dos cursos.

Todos responderão pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a propriedade imaterial  

Os eventuais clientes do grupo também poderão ser indiciados, pelo crime de receptação, com pena de até quatro anos,  inclusive com a possibilidade de eventual exoneração, caso já empossados em cargos públicos.

     

concursosconcursos federaisconcursos 2020provas anteriores

Comentários

Mais Lidas