Quadrilha que fraudava concursos é presa no Ceará

Um dos alvos do bando eram as provas do Ministério Público cearense, realizadas no domingo. Sete envolvidos foram detidos

Pâmela Lee Hamer
Publicado em 03/06/2013, às 14h19

Mais uma ação de combate a fraudes em concursos públicos foi realizada no Brasil. Desta vez, no Nordeste brasileiro.
No último domingo, 2 de junho, sete pessoas tiveram a prisão temporária decretada e passaram por busca e apreensão no Ceará, segundo mandados expedidos pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Fortaleza, acusadas de revelar as respostas corretas de provas aplicadas em seleções públicas.
Roberto Clodoaldo Gomes Feitosa, tido como o chefe da quadrilha, Antônio Alberto Peixoto Mota, Crislane Gonçalves Pires Mota, Nailane Gonçalves Pires, Alano Barbosa Caetano, Paulo de Carvalho Oliveira e Emanuel da Silva Ripardo cobravam R$ 30 mil para informar, através de um ponto eletrônico, a alternativa certa para a questão que era lida pelo concursando participante do esquema criminoso.
A quadrilha já vinha sendo investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e, segundo suspeitas, agiria no domingo, durante as provas do concurso para técnico e analista do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).
“O edital previa que os candidatos não poderiam ter acesso ao prédio com qualquer equipamento eletrônico. A organização do concurso, a cargo da Fundação Carlos Chagas, também usou detector de metais. Sabemos que isso causou transtornos para os candidatos, mas foi necessário para garantir a lisura do certame, já que o Gaeco conhecia a forma de atuação da quadrilha e detinha informações de que ela agiria no início da manhã do concurso”, explicou o promotor de Justiça, Manoel Epaminondas Vasconcelos Costa.
A ação desenvolvida pela parceria entre o MPCE, o Gaeco, a Policia Civil e a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Coin) descobriu 41 pontos eletrônicos com o chefe da quadrilha e apreendeu outros materiais usados pelos envolvidos para fraudar concursos.
Com informações do MPCE

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