As seis etapas da aprovação

De maneira geral existem seis etapas que o concurseiro precisa cumprir para garantir a aprovação. Não é propriamente novidade para muitos, mas é importante reforçar. Confira quais são elas

William Douglas
Publicado em 06/11/2015, às 16h06

De maneira geral existem seis etapas que o concurseiro precisa cumprir para garantir a aprovação. Não é propriamente novidade para muitos, mas é importante reforçar. 
A primeira etapa para a aprovação consiste em trabalhar a atitude. Motivação, postura perante o estudo, gostar de estudar, definição de objetivos... Tudo isso faz parte desse primeiro passo rumo à aprovação. De pouco adiantará iniciar o estudo se sua postura estiver errada, se você não acreditar que pode passar e, principalmente, se não estiver motivado para enfrentar a jornada, que não é fácil. Ninguém melhor do que você mesmo para descobrir o que funciona como combustível da sua motivação. E você sempre pode descobrir e criar técnicas para se animar. Eu usava uma xerox do contracheque (holerite) de um amigo que já tinha sido aprovado. Conheço gente que tem a foto de um carro, de uma casa, de onde quer passar férias. E tem gente com foto da esposa, do marido, dos filhos. Isso é importante; crie seu sistema de motivação.
A segunda etapa, muito ligada à primeira, é elencar suas prioridades ou, como costumo dizer, “a eterna competição entre o lazer e o estudo”. Estudar sem concentração por estar pensando no cinema, no show, na balada é improdutivo e extremamente frustrante, pois o estudo não rende. Não tire o lazer da sua vida, mas também não tenha uma vida apenas voltada para o lazer. Ache o equilíbrio e procure destinar tempo a cada uma de suas atividades. Para isso, o quadro horário é um gande aliado.
O que nos leva à terceira etapa: administrar o tempo. O tempo de estudo não é uma parte isolada de nossa vida, mas uma parcela do tempo em interação com as demais atividades. Fatores como concentração, metodologia e ambiente de estudo podem ditar que alguém com uma hora de estudo renda mais do que alguém com três, cinco ou oito horas. Mesmo assim, você deve estabelecer uma quantidade de horas de estudo que seja satisfatória para você e ter flexibilidade para ajustar (para mais ou para menos) essa previsão.
Já a quarta etapa consiste na utilização de técnicas para otimizar o estudo. As melhores técnicas são aquelas criadas por você mesmo, levando em conta as bases já disponíveis. Uma boa base é a técnica SQ3R, cujas duas primeiras fases (S e Q) servem para aguçar a curiosidade mental e dar uma noção do que se busca (através de perguntas e definição de objetivos) e as três fases seguintes (3R) correspondem a três formas diferentes de se ler (primeira leitura/skimming, leitura tradicional e revisão). 
A quinta etapa é a de fazer provas. Jogador de futebol gosta de jogar, concurseiro tem de gostar de fazer prova. Portanto, na medida do possível, treine seus conhecimentos em provas reais. Não tenha medo de ser reprovado ou de ter uma classificação ruim. As informações que a prova pode te dar sobre os pontos da matéria que precisam de reforço, ou quais aspectos do estudo precisam de atenção, são preciosas. A prova é uma oportunidade, então aproveite-a!
A última etapa, e talvez a mais controversa, é estabelecer um prazo para ser aprovado. A regra de ouro, neste caso é: não defina prazos! Estabeleça um objetivo e tenha a persistência necessária para alcançá-lo, afinal “concurso não se faz para passar, mas até passar.” E, quanto mais você estuda, melhores resultados obtém.
William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 40 obras, dentre elas Como Passar em Provas e Concursos e As 25 Leis Bíblicas do Sucesso. Site: www.williamdouglas.com.br. Acompanhe-o nas redes sociais (@site_wd, @site_wd2 e William Douglas - Facebook).

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