Tribuna Virtual debate medidas contra o avanço do Coronavírus

A Tribuna Virtual foi criada para que os parlamentares possam discutir diversos temas sem aglomerações

Duarte Moreira
Publicado em 09/04/2020, às 15h11

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Os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo realizaram na última segunda-feira (6/4) a primeira a Tribuna Virtual. A Tribuna foi criada para oferecer espaço aos parlamentares para discursar sobre temas livres durante dez minutos.

O formato on-line é uma das medidas da Alesp no esforço de evitar o agravamento da pandemia do novo coronavírus. Sete deputados participaram da primeira Tribuna. O deputado Carlos Giannazi (PSOL) elogiou a extensão do período da quarentena até o dia 22/04 feita pelo governador João Doria e disse que São Paulo está em consonância com as recomendações dos órgãos nacionais e internacionais de saúde. Giannazi também pediu ao governador para criar com urgência ferramentas de auxílio aos mais 825 mil de desempregados do Estado, segundo o Sead. “O poder público precisa dessas medidas de proteção social, como programas de renda básica e mínima, para pessoas pobres e em situação de rua possam sobreviver ao período da quarentena”, acrescentou.

O deputado Douglas Garcia (PSL) disse que a extensão do período da quarentena é prejudicial para a economia principalmente para trabalhadores autônomos que não podem sair de casa. “Quem vai pagar o aluguel e os boletos dessa população que está impedida de ir trabalhar?”, questionou o parlamentar.

O deputado Altair Moraes (REPUBLICANOS) também falou sobre as vulnerabilidades da população de trabalhadores informais durante a pandemia. “É preciso de flexibilidade para tratar dessa situação, porque a economia vai quebrar e será muito triste ver as pessoas morrendo de fome”, alertou.

Ainda sobre o coronavírus, o deputado Rafael Silva (PSB) comentou sobre os riscos de contágio no transporte. Mesmo com a redução de 75% no número de pessoas utilizando o transporte público na cidade de São Paulo, segundo a SPTrans, ainda há riscos de se contrair o coronavírus. “Com poucos ônibus circulando, o número de pessoas aglomeradas por veículo aumenta e as chances de se contaminar também. O transporte deveria ser destinado apenas aos serviços essenciais como os funcionários da saúde e educação”, disse o parlamentar.

HSPE cria “covidário” para reduzir contaminação

Chamado de “covidário” ou “gripário”, um setor do Hospital do Servidor Público
Estadual foi reservado para a recepção de pacientes com sintomas de Covid-19. Essa foi a forma que o Comitê de Pandemia encontrou para reduzir as contaminações no segundo maior hospital do Estado.

A medida foi tomada, entre outros motivos, para driblar a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, toucas, luvas e aventais impermeáveis. Desde o início da pandemia, o uso desses materiais está restrito às áreas mais críticas, deixando desprotegidos muitos profissionais.

A informação foi passada pela enfermeira Ana Cristina Manente, presidente da Associação dos Funcionários do Iamspe (Afiamspe), em ao vivo (live)m
realizada pelo deputado Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi (ambos do PSOL). Para ela, um dos motivos para o desabastecimento é o fato do Iamspe estar vinculado à Secretaria de Governo, e não à da Saúde, desvio que também afeta a questão salarial. “Na Saúde, o prêmio de incentivo é de R$ 1.300, mas para os servidores do Iamspe, a gratificação equivalente é de apenas R$ 600”, exemplificou, também denunciando a redução do adicional de insalubridade para algumas atividades (de 40% para 20%) e o atraso no pagamento da bonificação por resultados. A enfermeira pede que os aplausos da população aos profissionais de saúde sejam feitos na forma de cobrança ao governo para o urgente fornecimento de EPIs. “As nossas vidas também estão em risco.”

Fontes: Diário Oficial e Duarte Moreira.

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