Digo ao povo que fico

A brasileira Ana Luzia Galate conta como largou Nova York e voltou ao Brasil. Atualmente ela trabalha no Banco do Brasil

Redação
Publicado em 29/08/2012, às 13h41

Um ano em Nova York. Ana Luzia Galate volta ao Brasil e cincos meses depois recebe a carta de convocação de um concurso que havia feito antes de embarcar para outro país. Destino? Talvez.

Ana prestou o concurso para escriturário do Banco do Brasil em 2002. Não viu o resultado. “Eu não sabia que tinha sido aprovada, fiz o concurso e não fui atrás para saber se havia passado”. Segundo ela, não houve expectativas. Mudou-se para NY e ficou um ano lá, onde começou a namorar e pretendia ficar. “Passei um ano lá e voltei, mas não estava decidida a viver aqui. Estava namorando um americano e tinha planos de ir para lá.”

Como nem tudo funciona como se planeja, a brasileira foi tirar o visto, mas o processo foi mais longo do que ela esperava. “Fui atrás do visto, mas na época estava complicado. Como demorou o processo, recebi a notícia de que havia passado no concurso e estava sendo convocada.” Ana logo emenda: “assumi o cargo com 21 anos de idade”.

Sendo assim, NY ficou para trás. No começo ela tinha dúvidas. “Quando recebi a convocação fiquei confusa, não sabia se queria mesmo trabalhar em banco ou se queria voltar para NY. Aceitei, mas na época pensei que seria em caráter temporário.” A aprovada está no Banco do Brasil há oito anos. “Comecei a trabalhar sem saber exatamente se ficaria no Brasil, mas dai a minha vida foi se formando por aqui e decidi não mais voltar a viver fora.”

Ana começou a trabalhar no BB em 2004. Em 2007 conseguiu uma transferência para a área de comércio exterior. Há dois anos ela é assistente neste setor. Local no qual teve seu primeiro contato com o campo e a fez prestar vestibular para área. A assistente, atualmente, estuda comércio exterior na Fatec. “Pretendo me aprofundar na área e seguir carreira.”

A bancária é formada em letras, mas no ano passado resolveu se inscrever no vestibular novamente. Assim como para o concurso, ela diz não ter se preparado para o processo seletivo da faculdade. “Conversei com minha chefe, pois teria que trabalhar em um horário inusitado. Ela me apoiou. Então prestei o vestibular, mas não me preparei de fato.” Ela prossegue descrevendo sua noite anterior a da prova: “Um dia antes do vestibular foi a despedida de solteira de uma ‘amigona’ minha. Fomos para uma balada e cheguei em casa às 5h da manhã. A prova era às 13h. Fui a última a chegar e entrar na escola. Fui também uma das últimas a sair. Passei em sexto lugar.”

Ana diz que o BB tem um programa de aprimoramento constante do funcionário e incentiva os estudos, e por isso resolveu tentar uma nova faculdade, mas diz que foi tentar sem grandes ambições.

Assim como muitos de nós, ela já pensou em ter várias outras profissões: “Desde bailarina até jornalista.” Diz que gosta da área que estuda, mas “não é exatamente um sonho, mas me agrada bastante. Há muitos passos a serem dados e muitas possibilidades dentro desta área. Ainda estou descobrindo este caminho. É meio difícil dizer que quero fazer exatamente uma coisa ou outra, sei apenas que desejo me manter nessa área e chegar a trabalhar nessa diretoria.”

E assim Ana permanece no Brasil. Sem grandes ambições, sem muitas expectativas, mas conquistando o espaço que é seu. Seria o destino? Talvez. Ela diz que ainda não está realizada, mas está satisfeita com a carreira que está construindo. E tudo isso aqui no Brasil.

Carolina Pera

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