Você está demitido!

Possuir boas qualificações para enriquecer o currículo tornou-se um desafio diário. As informações urgem. Se você não estiver constantemente atento durante o dia, ficará alienado ao mundo globalizado

Edison Andrades
Publicado em 25/04/2014, às 09h25

Muitas pessoas lutam com todas as suas armas e forças para conquistar uma oportunidade no mercado de trabalho. Mas, quando o assunto é sair de uma organização, fazem tudo errado. Caros amigos, hoje falaremos sobre o outro lado da moeda: a demissão.

Vejo profissionais, incessantemente, preparando-se para um mercado tão competitivo e ágil que, ao concluírem uma especialização, esta já se tornou obsoleta. As profissões são perecíveis, as formações também. Possuir boas qualificações para enriquecer o currículo tornou-se um desafio diário. As informações urgem. Se você não estiver constantemente atento durante o dia, ficará alienado ao mundo globalizado.

Em quase todos os livros de autoajuda, encontram-se informações relevantes sobre como manter-se numa empresa. Mas e quando o desejo é sair de lá? Como fazer? Elenquei três pilares que devem ser cuidadosamente revistos antes da decisão do desligamento. São eles:

Pilar da emoção: verifique se sua decisão não está pautada somente no campo emocional. Uma discussão com superiores ou desgaste emocional familiar costumam levar um profissional a tomar a decisão de abandonar seu emprego. Alguns se arrependem, pois, com a decisão precipitada, acabam por criar mais um problema, o desemprego.

Pilar da razão: pessoas extremamente racionais podem transformar sua vida num caos, pois, muitas vezes, saem de uma empresa levando em conta apenas o aspecto remuneratório. Nem sempre ganhar mais significa evolução profissional. Todos queremos ganhar mais, mas a que custo isso poderá ocorrer? Alguns permanecem numa profissão ou atividade apenas devido à segurança financeira, mas perdem outros bens intangíveis.

Pilar do conhecimento de mercado: esteja sempre atento ao mercado. Antes de tomar a decisão da demissão voluntária, investigue e sonde as possibilidades de uma recolocação imediata. Existem péssimos momentos econômicos para ingressarmos no mercado. Faça uma pesquisa do segmento que atua e do campo de oportunidades existentes nele.

Pronto. Feitas essas análises, parta para a estratégia de sua saída. Novamente, de forma breve, explano alguns passos estratégicos que você deve dar, sempre pautados pela dignidade:

Não transfira para a empresa uma decisão que é sua. Alguns profissionais pressionam as empresas a demiti-los. Saiba que nenhuma empresa tem a obrigação de disponibilizar multas trabalhistas para alguém que tomou a iniciativa de sair. Obviamente, você poderá propor à empresa que lhe demita, mas, caso ela não aceite, peça a conta e banque sua decisão.

Não provoque situações que o levem à demissão. Isso, geralmente, ocorre após o sujeito pedir para ser demitido e a empresa negar. Tomar a decisão de criar problemas, a fim de ser desligado, é a pior forma de deixar seu emprego, pois a empresa possui todas as ferramentas abrigadas por lei para desligar alguém por justa causa (sem direitos). Além disso, você não deve esquecer que precisará de boas referências para ingressar em outras organizações. Possuir péssima reputação é um “tiro-no-pé”.

Por último, mas não com menor importância: não deixe pendências em suas tarefas ao sair. Não coloque seu sucessor em desconforto ao travar processos devido a responsabilidades não cumpridas por você, causando, inclusive, prejuízos à organização.

Saber sair é tão importante quanto saber entrar (ou ainda mais importante). Um futuro de sucesso só é creditado a quem possui um passado íntegro.

Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.

Prof. Edison Andrades é escritor, palestrante e sócio da Reciclare Treinamento. www.facebook.com/professor.edison.andrades

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