Medalha de bronze

Em sua coluna semanal, Edison Andrades aconselha as pessoas a estarem entre as melhores no que fazem.

Redação
Publicado em 23/08/2010, às 11h19

Recebi de um leitor, praticamente, um desabafo. Expressou em objetivas e pesadas palavras seu sentimento em relação à hostilidade com que muitas organizações tratam seus candidatos e colaboradores.

Primeiramente, nosso leitor lamenta os processos injustos de seleção, que reprovam um candidato pelos mínimos detalhes: “... um olhar, uma postura...”, comenta. Em segundo, escreve sobre as humilhações, maus-tratos e instabilidade a que o trabalhador está sujeito, diante das ameaças em ser demitido a qualquer momento, ainda que tenha entregado sua vida àquela empresa.


Nosso leitor ressalta o poder de coerção aplicado pelas empresas, já que, ao se falar mal do emprego anterior, o profissional poderá ser encostado no muro dos desempregados por um bom tempo.


Caros amigos, fiquei bastante pensativo ao receber essa mensagem, pois creio que, por um lado, nosso leitor tenha razão no que está expressando. Por outro lado, contudo, tenho o compromisso de ajudar você a encontrar êxito em sua vida profissional.


Nosso leitor fala, em sua mensagem, sobre pessoas que se entregam inteiramente a uma empresa. É aí que está o erro! Nenhuma empresa merece ser contemplada, de forma integral, por um trabalhador. Creio que muitas pessoas invertem os valores em sua vida e não percebem o mal que fazem a si e aos que as cercam. Quando você coloca a empresa, ainda que seja própria, em primeiro lugar, significa colocar todo o resto em segunda colocação, e isso é um tremendo equívoco. Existem sim, empresas que possuem péssimos gestores, e muitos deles usam o pescoço do colaborador como degrau em sua escalada. Assim como existem organizações extremamente humanas e complacentes com as falhas humanas, oferecendo outra oportunidade mesmo àquele que trouxe prejuízo a seus cofres. Também existem trabalhadores que agem de forma semelhante e podem ser enquadrados nesses dois grupos antagônicos. O que não se pode esquecer é que todo ser humano depende do trabalho para sua sobrevivência, e que essa relação entre empresas e trabalhadores é, sobretudo, uma relação de dependência mútua. Portanto um depende do outro. Mas não se iluda achando que essa dependência ocorre na mesma proporção.  Ainda dependemos mais delas do que elas, de nós. E isso ocorre por um motivo bem simples: somos a maioria. Provavelmente, existem muitos que fazem o que fazemos e pior: por menos.


Por tudo isso, precisamos estar entre os melhores naquilo que fazemos. Assim, aumentaremos nossas chances de sermos reconhecidos e até venerados por elas, as empresas. Antes do convívio social, tão aspirado pelos trabalhadores, há uma necessidade de resultados, muito aspirados pelas organizações. Esse conflito de aspirações somente acabará (aí viveríamos a hipótese de um mundo ideal), quando você for, exatamente, o que a empresa precisa e vice-versa. Enquanto isso, faça sua empresa ocupar o terceiro lugar no pódio de sua vida. Em primeiro: Deus. Em segundo: sua família. Esses não são efêmeros.  


Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.


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