Do sonho à realidade

Artigo do professor Edison Andrades.

Redação
Publicado em 09/09/2011, às 11h37

Para alguns, trabalhar “para os outros” é quase uma prisão. Mas há também aqueles que encaram essa relação de trabalho como uma forma estável de se manter no mercado. Em qual grupo você se encontra?

Percebo que o grande segredo não está na condição trabalhista em que o profissional se apoia, mas em sua percepção sobre aquilo que executa. Independentemente do lugar em que você se encontra, seja em sua própria empresa ou trabalhando para outrem, o que está em jogo é a satisfação que a função lhe traz e o significado que ela assume para você. Conheço pequenos empresários extremamente insatisfeitos e infelizes com as atividades que exercem. Isso também ocorre com celetistas e concursados!

Entre o sonho e a realidade, existe um campo a ser percorrido. Saiba que, na prática, as coisas nunca serão exatamente como sonhamos e a explicação para esse paradoxo é simples: o sonho aloja-se no campo emocional e a realidade, no racional. Quando estamos envoltos pela emoção, encarregamo-nos de resolver os percalços também de forma emocional (nos vem à mente pensamentos como: “... se não der certo, parto para outro caminho”). Já no plano da razão, a coisa muda de figura, pois partir para outro caminho requer abrir mão do atual e, nesse caso, como ficarão as contas, compromissos, imagem pessoal, direitos jurídicos? E se você não encontrar outra colocação profissional tão rápido? A razão nos faz mais céticos, e menos aventureiros.

Pretendo chamar sua atenção para que não seja imprudente ao fazer uso desses dois fatores: razão e emoção. Não seja tão emocional quando o assunto é uma nova carreira, seu próprio negócio ou alguma insatisfação com a tarefa que realiza atualmente. Em contrapartida, não bloqueie a tomada de decisões necessárias nem o surgimento de oportunidades por excesso de racionalização. Aquele que é racional demais corre menos riscos, mas também não ousa. O emocional demais vai à luta, mas não se previne contra as ameaças. Enquanto não alcançamos o equilíbrio entre essas duas forças, podemos ter perdas, mas essas também fazem parte do jogo.

O mais importante é você estar consciente de que riscos e perdas permearão sua trajetória sem se esquecer de que as vitórias também acompanham os que sonham, e essas sim lhe farão ser alguém concretamente realizado.

Prof. Edison Andrades é sócio da Reciclare Consultoria e Treinamento.

e-mail: edison@reciclareconsultoria.com.br

Twitter: @edison_andrades

Comentários

Mais Lidas