Felicidade ainda estará na moda no novo ano

Artigo do professor Edison Andrades.

Redação
Publicado em 28/12/2012, às 15h19

Tempos novos se aproximam, pelo menos é sempre essa a impressão que temos ao receber um novo ano. Juntamente com essa premissa, cultivamos um desejo: ter PROSPERIDADE. Mas o que realmente significa ser próspero? Dentro da definição clássica da palavra em destaque, encontramos conceitos como riqueza, bonança e crescimento financeiro. No novo Dicionário Eletrônico Aurélio, felicidade virá completar o rol de conceitos que tornam a palavra prosperidade tão repleta de significado.

Felicidade, hoje, já se tornou uma palavra típica dos livros de autoajuda.  Para muitos, representa uma forma romântica de se falar da vida, pois parece piegas desejar felicidades aos outros, exceto em datas festivas como Réveillon, Natal e aniversários (quase um cumprimento de protocolo).

Desejo salientar que o ser humano já nasce em busca da tal felicidade, ou seja, instintivamente busca alimento e a satisfação de suas necessidades básicas em prol de ser feliz.  O choro (quando bebê) é sintomático, sinal da infelicidade diante de algo. Provavelmente, o recém-nascido sente dores ou necessidade de satisfazer alguma de suas vontades básicas. Mesmo na idade adulta, esse processo se repete, pois já vi muita “gente grande” fazer “biquinho” quando algo não acontece a seu favor. Mas gostaria de analisar a situação com o olhar de psicólogo agora (até porque sou um) e levá-lo, caro leitor, a refletir sobre a diferença entre “ser feliz” e “estar feliz”. Pretendo torná-lo capaz de compreender, a partir dessa explanação, o real sentido de prosperidade.

Estar feliz é um estado momentâneo, geralmente regido por situações que agradam seu ego, seu bolso (finanças) ou seu coração. O estado da felicidade é essencial para a vida, mas tem seu início, apogeu e declínio. Portanto, não se iluda. A euforia vai passar!

Para muitas pessoas, a entrada de um novo ano pode representar esse estado de felicidade, tanto que a frase mais proferida na virada de ano é “FELIZ ANO NOVO!”. E a pergunta mais comum, no dia 02 de janeiro, é sempre a mesma: “Como foi de passagem de ano?”.

Obviamente, as respostas são quase sempre positivas e detalhadas, mas lembre que tudo isso se refere apenas a um estado de felicidade pontual e momentâneo. Não há nada de errado nisso, só afirmo que viver constantemente em função de eventos felizes não será garantia de felicidade, pois um indivíduo que vive assim sentirá, nos intervalos entre um evento e outro, a falta de algo, como se vivesse um vazio. Tal vazio somente será preenchido quando o pano de fundo for uma felicidade plena.

Enquanto o “estar feliz” nos proporciona alegria durante os momentos de euforia, o “ser feliz” deve vir como o alicerce desses momentos. Se você estiver, por exemplo, numa festa de final de ano, bebendo, comendo e dançando, mas ciente de que, ao voltar para casa, deverá enfrentar um clima péssimo de desavenças e brigas, você está distante do “ser feliz”. Se você sabe que, ao encarar seu trabalho na próxima segunda-feira, o martírio renascerá das cinzas e só lhe restará aguardar a próxima balada para ver se esquece sua vida medíocre; sinto em lhe dizer, mas isso não é prosperidade!

Tenho aprendido muito com minha sócia, Cláudia Garbin, que prefere substituir palavras como “sonho” e “devaneio” por “plano” e “estratégia”. Em alguns momentos, tenho a impressão de tê-la visto sonhando com alguns de nossos projetos, mas, na sequência, ela trata de traçar um plano e fixar metas que nos conduzam a nosso objetivo. Tudo isso nos ajuda a transformar os momentos felizes de nossa empresa e um estado duradouro de felicidade, só ações concretas poderão perpetuar nossa felicidade. Desejo muitos momentos felizes para sua vida, mas que esses instantes sejam parte de uma verdadeira prosperidade, afinal, “SER feliz” ainda está na moda!

Prof. Edison Andrades é sócio da Reciclare Consultoria & Treinamento. Site: www.reciclareconsultoria.com.br  E-mail: edison@reciclareconsultoria.com.br

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