O valor da conexão

Artigo do professor Edison Andrades.

Redação
Publicado em 26/07/2013, às 09h38

Hoje, todo mundo está conectado! Um celular não tem mais graça se não possuir conexão com a internet. Habituamo-nos a monitorar tudo que ocorre no planeta, e em tempo real. Algumas pessoas não conseguem “respirar” se não atualizarem sua caixa de e-mails o tempo todo. E nas redes sociais? Lá estamos nós, dando uma “sapeada” para ver se chegou um recadinho nesse último segundo. Essa é a necessidade do século: conectar-se. Não vejo grandes problemas nisso, até porque sempre nos cobraram estar incansavelmente bem informados. Andar conectado lhe permite saber sobre os últimos acontecimentos. Mas qual seria o verdadeiro valor de tudo isso? Ainda não sabemos realmente. Para alguns, toda essa acessibilidade representa apenas um vício incontrolável.

Poderia enumerar as vantagens de se manter conectado, e creio que não caberiam nos caracteres que dispenso a esse artigo. Serei obrigado a concordar com todo argumento que apoie o hábito de ficar constantemente conectado à internet como uma real necessidade, esse ponto não está em discussão, o que desejo aqui é questionar a maneira como administramos tudo isso. O quanto conseguimos viver no mundo real, usufruir do contato presencial? Sim, pois ele existe, ok? E também possui recompensas. No mundo presencial, inclusive, temos pessoas, alegrias, lazer, relacionamentos íntimos e muita vida!

A conexão exacerbada, por vezes, esvazia lares e relacionamentos. Não substitua o real pelo virtual, apenas concilie. É muito mais saudável!

Certa vez, eu me encontrava fora de minha cidade, pois estava em um congresso. Ao sair para almoçar, presenciei, na mesa ao lado, uma família reunida (quatro pessoas). O quadro era o seguinte: a esposa, com um olhar para o vazio, divagava recostada no ombro do marido. Este, por sua vez, ligadíssimo no aparelho celular. O filho maior (aproximadamente doze anos) jogando, em seu próprio aparelho e o filho menor fito à televisão do restaurante, ou seja, quatro pessoas juntas, porém separadas!

No mercado de trabalho, temos uma dicotomia. De um lado, líderes bloqueando tudo, a fim de impedir o desperdício do tempo reservado à atividade principal de seus colaboradores. De outro, empresas modernas, com uma visão inovadora que incentiva a geração dos “ligados em tudo”. Como pivô, o trabalhador, que, em meio a tudo isso, normalmente prefere obedecer. Aconselho você a se adequar às diferentes culturas e a seguir as normas preestabelecidas, afinal elas já existiam quando você ingressou na organização. Entretanto, na vida pessoal, terá escolha, e saiba que o verdadeiro valor da conexão está em saber administrá-la. Conecte-se ao mundo, sem desconectar-se das pessoas!

Prof. Edison Andrades é palestrante e sócio da Reciclare Treinamentos. Facebook.com/professor.edison.andrades

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