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Novo Desenrola deve permitir uso do FGTS para renegociar dívidas

Governo prepara nova fase do programa com foco em cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor, com descontos que podem chegar a 90%

Novo Desenrola deve permitir uso do FGTS para renegociar dívidas
Divulgação
Nara Mercado

Nara Mercado

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 28/04/2026, às 08h02

O governo federal deve anunciar ainda nesta semana uma nova etapa do Desenrola Brasil, já chamada de Desenrola 2.0, com a possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociação de dívidas. A medida foi confirmada nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reuniões com representantes de grandes bancos em São Paulo.

FGTS poderá ser usado com limite para pagamento de dívidas

Segundo o ministro, o trabalhador poderá usar parte do saldo do FGTS como garantia dentro do programa, mas haverá limite para o saque. O valor liberado será vinculado ao pagamento da dívida e não poderá ultrapassar um percentual previamente definido.

A proposta busca reduzir a inadimplência das famílias brasileiras, principalmente em dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor (CDC). O governo também pretende exigir dos bancos juros menores nessas renegociações.

Dívidas com juros altos estão no foco do novo programa

Hoje, essas linhas de crédito costumam ter juros entre 6% e 10% ao mês, o que dificulta a saída do endividamento. Segundo Durigan, uma dívida de R$ 10 mil pode chegar rapidamente a R$ 11 mil no mês seguinte, mantendo muitas famílias em um ciclo permanente de cobrança.

Além do uso do FGTS, o novo Desenrola 2.0 contará com reforço do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que servirá para dar segurança às instituições financeiras e ampliar o alcance das renegociações.

Descontos podem chegar a 90% no Desenrola 2.0

O ministro afirmou que os descontos podem chegar a até 90%, dependendo do tipo de dívida e das condições negociadas com os bancos. A expectativa do governo é beneficiar dezenas de milhões de brasileiros.

Durigan ressaltou que a medida será excepcional e não funcionará como um Refis permanente. Segundo ele, o programa atende a um momento específico de pressão econômica sobre as famílias.

Na primeira edição do Desenrola Brasil, em 2023, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram R$ 53,2 bilhões em dívidas.

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