Copom eleva a taxa Selic; índice alcança maior nível desde janeiro de 2017

Selic segue ciclo de alta após seis meses sem alterações. A decisão era esperada por analistas financeiros. Veja o percentual de elevação da taxa

Pedro Miranda* | redacao@jcconcursos.com.br   Publicado em 03/08/2022, às 19h58

Agência Brasil

O Banco Central (BC) continua comprimindo a política monetária em meio aos efeitos da guerra na Ucrânia e uma possível recessão nos Estados Unidos (com implicações para a economia global). Neste cenário, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou por unanimidade a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 13,25% para 13,75% ao ano. A decisão era esperada por analistas financeiros.

O índice está em seu nível mais alto desde janeiro de 2017, quando também era de 13,75% ao ano. Este é o 12º reajuste consecutivo da taxa Selic. O BC mantém o ritmo de aperto monetário. Assim como na reunião anterior, as taxas de juros foram elevadas em 0,5 ponto percentual.

De março a junho do ano passado, cada reunião do comitê do partido aumentou 0,75 ponto percentual. No início de agosto, o BC começou a elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual a cada reunião. A Selic subiu 1,5 ponto de dezembro a maio, com o aumento da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro.

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Selic segue ciclo de alta após seis meses sem alterações

De acordo com a decisão desta quarta-feira (3), a Selic continua em ciclo de alta após seis meses sem alta. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa de crescimento anual permaneceu em 14,25%. Depois disso, o Copom cortou novamente a taxa básica da economia até atingir 6,5% ao ano em março de 2018.

A taxa Selic foi novamente cortada em agosto de 2019 até atingir 2% ao ano em agosto de 2018. Em 2020, a contração econômica causada pela pandemia de covid-19. Este é o nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986.

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o indicador fechou em 11,89% em 12 meses, o maior nível para o mês desde 2015. No entanto, a previsão de inflação de agosto começou a desacelerar devido aos menores preços de energia e gasolina.

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