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Ata do Copom prevê mais um aumento da taxa Selic; Saiba até onde vai

Os dirigentes do Copom argumentam que a manutenção da inflação alta é um reflexo do cenário internacional mais desafiador

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 10/05/2022, às 15h01

Prédio do Banco Central
Prédio do Banco Central - Agência Brasil - Banco Central
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Nesta terça-feira (10), o Banco Central (BC ou Bacen) divulgou a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) realizada na semana passada. Por causa da manutenção da inflação alta, os dirigentes entendem que é “apropriado” seguir com o ciclo de aperto monetário, ou seja, a tendência é manter os aumentos na taxa básica de juros, a Selic. 

Na quarta-feira (04), o Copom decidiu aumentar a Selic em 1 ponto percentual e agora ela está em 12,75% ao ano. “A inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes se mostrando mais persistente que o antecipado. A inflação de serviços e de bens industriais se mantém alta, e os recentes choques levaram a um forte aumento nos componentes ligados a alimentos e combustíveis”, informou a ata da reunião.

O documento ainda aponta sobre os desafios para arrefecer a inflação que são:

  • a continuidade da alta do petróleo; 
  • a continuidade da inflação no país e no ambiente externo; 
  • a nova onda da covid-19 na China; 
  • a reorganização das cadeias de produção globais em decorrência da guerra na Ucrânia.

O próprio mercado financeiro também prevê uma taxa de inflação mais alta para 2022 e 2023, como indica o Boletim Focus, que está em torno de 7,9% e 4,1%, respectivamente. Vale lembrar que a meta do BC é uma inflação de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. 

Os dirigentes ainda destacam que as projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, em que “é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista”, diz o comitê. 

Essa convergência da inflação na direção das metas, no entanto, depende, segundo o Copom, da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.

*com informações da Agência Brasil 

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