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Donos de plano de saúde doam mais de R$ 1 milhão ao PL, partido de Bolsonaro

Membros da comissão de Bolsonaro acreditavam que as doações poderiam chegar a R$ 400 milhões, mas o desempenho está bem abaixo disso; confira detalhes

Pedro Miranda* | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 14/07/2022, às 20h28

Doações tímidas ao PL de Bolsonaro são por medo dos empresários de serem cancelados
Doações tímidas ao PL de Bolsonaro são por medo dos empresários de serem cancelados - Getty Images
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Uma doação de R$ 1,25 milhão foi feita aos cofres do Partido Liberal (PL) por donos de plano de saúde na quarta-feira (13). A entrada do montante foi celebrada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A sigla integra o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. O aporte foi uma contribuição da família Koren de Lima, dona do plano de saúde Hapvida.

De acordo com a reportagem do Estadão, essa é a maior doação já recebida pelo PL no período que antecede a eleição, ajudando a custear despesas do presidente Jair Bolsonaro, que buscará a reeleição, segundo dirigentes partidários. Os donos do Hapvida doaram para partidos políticos com candidatos à Presidência da República, sempre no mesmo valor.

A família faz doações individuais por pessoa física, as únicas permitidas pela legislação. Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima, Ana Christina Fontoura Koren de Lima, Cândido Pinheiro Koren de Lima e Cândido Pinheiro Koren de Lima Junior doaram, cada um, R$ 312,5 mil. O PSD, que não tem candidato próprio na disputa estadual, recebeu 1 milhão de reais da família, sendo 250 mil reais de cada doador.

O PSDB, que apoia Simone Tebet (MDB), ganhou 500 mil reais, sendo R$ 125 mil de cada um dos quatro donos da companhia.

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Doações tímidas ao PL de Bolsonaro são por medo dos empresários de serem cancelados

Como publicado pelo Estadão, o PL já recebeu doações antes, principalmente de pecuaristas e comerciantes ligados ao agronegócio, mas em quantidades menores, geralmente no sistema Pix do partido. Esses valores não foram divulgados pelo PL, que lançou uma plataforma digital para transferência de dinheiro.

Antes que os aliados do presidente começassem a pedir doações em reuniões privadas com empresários, membros da comissão de Bolsonaro acreditavam que a doação poderia chegar a 400 milhões de reais, mas o desempenho ficou bem abaixo disso. Nos bastidores, há tensões entre os líderes sobre a alocação de fundos. Os parlamentares com mandato entendem que os 341 milhões de reais de financiamento público a que o PL tem direito são insuficientes. Bolsonaro dividirá o dinheiro com 12 candidatos a governadores, 13 senadores e os atuais 77 deputados federais.

Flávio Bolsonaro disse ao Estadão que atribui a timidez das doações ao partido, pelo receio dos empresários em revelar seus nomes. Segundo ele, muitos temem retaliação ou cancelamento. Outros integrantes do comitê dizem que a maioria dos doadores prefere esperar o início da campanha oficial para dar apenas uma contribuição, dependendo da posição do candidato nas pesquisas de intenção de voto, além do receio de receber pedidos de novas doações mais adiante.

O Hapvida disse que não comenta doações a partidos porque são feitas por membros como indivíduos, conforme exigido por lei.

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