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Projeto reduz superlotação e tempo de espera em hospitais públicos no Brasil

Houve uma queda significativa de 28% na superlotação e uma redução de mais de 30% no tempo de espera. Cerca de 200 hospitais públicos já participaram do projeto

Cerca de 200 hospitais públicos e filantrópicos já participaram do Lean nas Emergências
Cerca de 200 hospitais públicos e filantrópicos já participaram do Lean nas Emergências - Agência Brasil
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 11/12/2023, às 15h06

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Pacientes que antes esperavam em macas improvisadas nos corredores de hospitais públicos agora experimentam uma realidade transformada, graças ao Projeto Lean nas Emergências, implementado desde 2017 em parceria entre o Ministério da Saúde, os hospitais Sírio-Libanês em São Paulo e Moinhos de Vento em Porto Alegre. A iniciativa visa revolucionar a operação e o fluxo das unidades de saúde, proporcionando atendimento mais eficiente em situações emergenciais.

Os resultados começam a ser percebidos em 72 hospitais públicos e filantrópicos distribuídos por 26 estados brasileiros. De acordo com dados do projeto, houve uma queda significativa de 28% na superlotação e uma redução de mais de 30% no tempo de permanência dos pacientes, sejam eles internados ou não.

O termo "lean", oriundo do inglês e traduzido como produção com máxima eficiência e qualidade, é a essência desse projeto inovador. Comumente aplicada em setores econômicos diversos, a estratégia de gestão já demonstrou sucesso em grandes empresas, na indústria automotiva e até mesmo em startups.

Cerca de 200 hospitais públicos e filantrópicos já participaram do Lean nas Emergências

A gerente de Projetos de Compromisso Social do Hospital Sírio-Libanês, Carina Tischler Pires, destaca que o projeto aborda diretamente as crises nos prontos-socorros, identificando três fatores-chave: alto volume de pacientes, falta de leitos e processos de trabalho pouco eficientes. O Lean nas Emergências visa solucionar essas questões, aproveitando os recursos e profissionais já disponíveis nos hospitais.

As medidas adotadas não apenas otimizam o atendimento, mas também têm impacto direto na taxa de mortalidade, com uma redução projetada média de 3% ao mês, equivalente a 10.142 vidas impactadas positivamente. Além disso, estima-se um aumento de 19.672 vagas de internação por mês, sem a necessidade de investimentos em novos leitos ou contratação de equipe extra.

Um exemplo de sucesso é a Santa Casa de Jahu, referência para 12 cidades no interior paulista pelo SUS, que aderiu ao Lean nas Emergências. A implantação do fluxista do Pronto-Socorro, a estratégia Huddle (reunião diária da equipe) e a criação da sala de alta contribuíram para uma redução de 20% no tempo de passagem dos pacientes desde a adesão ao projeto.

Até agosto de 2023, 216 hospitais públicos e filantrópicos já participaram do Lean nas Emergências, com mais 37 em fase de implementação. Mais de 7,7 mil profissionais foram capacitados por meio de visitas presenciais e cursos à distância, demonstrando o alcance e a eficácia dessa inovadora abordagem, que agora faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

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