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Empregos A vida em parágrafos

Uma nada fácil vida de concurseira

A técnica judiciária do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ), Dayana Sales, mostrou como foi que conseguiu passar em um concurso público. Confira a história!



Camila Diodato
Publicado em 19/02/2016, às 16h02

É fácil se inscrever em um concurso público, basta apenas preencher uma ficha de participação e pagar uma taxa. O difícil é encarar as etapas entre os milhares de inscritos e ser classificado. Por isso, quem entra nesse mundo tem que ter muito muito ânimo e estudar bastante.
A técnica judiciária do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ), Dayana Sales, é a prova de que com garra e força é sim possível se tornar uma servidora pública. Hoje, ela ocupa a função de secretária de gabinete no tribunal.
Dayana começou sua trajetória no mundo dos concursos quando cursava técnico em eletrotécnica na Escola Técnica Federal no Rio Janeiro. Na época, ela era estagiária no Parque Gráfico do Jornal O Dia, onde foi a primeira mulher a trabalhar com as grandes máquinas rotativas que produzem o jornal.
Um dia a moradora do Rio de Janeiro decidiu que queria ingressar no quadro de sargentos da Aeronáutica. Não foi nada fácil conciliar o estágio com a rotina de estudos. “As minhas aulas no curso pré-militar eram noturnas. Eu saia do bairro de Benfica e ia para o centro do Rio todos os dias e aos sábados. Próximo do concurso, também ia estudar aos domingos no curso. Então, depois que me matriculei neste curso a brincadeira se tornou séria. Eu saia esgotada do meu estágio, mas ia feliz da vida assistir às minhas aulas. Entrei neste projeto de ser militar de corpo e alma. Desejava muito ser militar, ainda mais quando pessoas da minha família me colocavam para baixo dizendo que em concurso sempre havia peixada ou marmelada. Meu pai mesmo era uma dessas pessoas”, comentou.
O curso que Dayana fez durou mais ou menos nove meses e, durante esse tempo, ela anotava tudo o que aprendia, gravava as aulas para ouvir no caminho do curso e, além disso, relia os cadernos no ônibus e até mesmo no intervalo do estágio. 
“Quando faltavam dois meses para minha prova, optei por sair do estágio para me dedicar integralmente. Muitos colegas achavam loucura eu sair porque havia uma inclinação para minha efetivação no cargo de técnica em eletrotécnica. Eu arrisquei. Agradeci a oportunidade e segui em frente em busca da minha tão sonhada aprovação. Foi então que a jornada de estudos passou a ser integral. Eu ia bem cedinho para o curso e só saia à noite. Foram os dois meses de Sprint final. Valeu muitíssimo a pena”, disse Dayane. 
Dayana falou que no dia da prova se sentia bastante preparada. “Eu estava ansiosa. Orei antes de iniciar a prova. Quando eu abri o caderno de provas, tudo fluía perfeitamente. Consegui desenvolver os cálculos, lembrava dos esquemas colocados na parede, lembrava das aulas, dos cadernos. Eu agradeci muito a Deus. Embora não soubesse do resultado, sentia uma certa tranquilidade dentro do meu coração”. 
No dia de conferir o resultado ela ficou muito feliz, pois das 22 vagas na área de eletricidade, ela conseguiu ficar em sétimo lugar. Depois disso vieram as fases do teste físico, do exame médico e do psicotécnico. Dayane só não conseguiu passar no psicotécnico, mas ela entrou com recurso, refez o exame e foi classificada.
Ela se deslocou para a Escola de Especialista de Aeronáutica, que fica em Guaratinguetá (SP). Nos primeiros 40 dias, Dayana não podia sair e nem receber visitas. A jovem comentou que foi muito difícil aguentar a primeira semana, mas que resistiu com bastante força.
Após cinco meses, ela foi graduada sargento da Aeronáutica e designada para a cidade de Campo dos Afonsos (RJ). E foi aí que Dayana resolveu cursar direito.
“Foram cinco anos de dedicação total. Quando terminei a graduação em direito, passei de primeira na OAB. Estudei a primeira fase sem cursinho preparatório e, na segunda, optei em fazer um curso de peças. A segunda fase escolhi a disciplina de direito administrativo”, explicou.
Chegou um momento no qual ela resolveu que iria atuar na área de sua formação acadêmica e, por isso, começou a se preparar para concursos de tribunais. Ela estudava com manuais de direito, lei seca e muitas questões do site Questões de Concursos. Então, em 2012, ela passou no processo seletivo do TJ/RJ.
Depois de começar a estudar bastante e analisar diversas questões, Dayana também conseguiu a aprovação no concurso para analista do MPU (Ministério Público da União), no qual aguarda a convocação. Na seleção do STF (Supremo Tribunal Federal) ela chegou a passar na prova objetiva entre os primeiros 100 colocados, mas foi reprovada na redação.Para finalizar, ela disse que hoje pretende aperfeiçoar o currículo com cursos na sua área, pois um dos seus objetivos é alcançar voos maiores. Dayana, entretanto, nunca deixou de estudar, ela continua se atualizando e buscando novos conhecimentos.

+ Resumo Empregos A vida em parágrafos

A vida em parágrafos
Vagas: Não definido
Taxa de inscrição: Não definido
Cargos: Não definido
Áreas de Atuação: Não definido
Escolaridade: Não definido
Faixa de salário:
Organizadora: O próprio órgão
Estados com Vagas: AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO

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