Área: escolha a sua

A escolha pela melhor estratégia de estudo começa na definição da área em que se quer atuar. Esse é o tema da coluna de William Douglas nesta semana.

Redação
Publicado em 13/07/2012, às 15h47

William Douglas
Na coluna de hoje, falarei um pouco mais sobre as áreas que abrangem o concurso público, comentando um pouco de suas peculiaridades. Lembrando que, parte essencial do plano de estudo deve ser, justamente, definir em qual delas o concurseiro vai concentrar seus esforços e suas baterias. Decisão que deve ser embasada e levar em consideração as dicas que dou, a seguir.
A área jurídica é aquela dos concursos que exigem bacharelado em direito como um pré-requisito. As provas podem ter diversas formatações, desde questões objetivas (do tipo múltipla escolha), passando pelas dissertativas e, até, em alguns casos, exigindo técnicas específicas nas arguições orais – para isso recomendo uma boa preparação em oratória. Isso depende muito da banca organizadora. São exemplos de concursos desta área: as procuradorias, as defensorias, as magistraturas, as advocacias públicas e para delegado de polícia. O conhecimento de Direito exigido nesses concursos vai além do básico e exige capacidade de argumentação e confronto de ideias por parte dos concurseiros.
A área fiscal compreende todos os concursos para órgãos públicos de fiscalização do Poder Executivo, onde os cargos têm como pré-requisito a conclusão de qualquer curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. As provas, nesse caso, são quase sempre compostas por questões objetivas. Este modelo consiste na maior parte dos concursos que abrangem o ensino superior, e que são realizados desde a esfera federal até a municipal. Como exemplos de certames desta área, temos os cargos de analista de finanças e controle, de auditor da previdência social, de auditor da receita federal, de analista de comércio exterior, e vários outros. As matérias de direito são recorrentes nesses concursos, e exigem um conhecimento universal do candidato de temas específicos, as disciplinas mais exigidas são direito constitucional e administrativo.
A área técnica corresponde a todos os concursos que não se encaixam nas duas anteriores. As provas, geralmente, seguem o padrão da área fiscal, exigindo do candidato mais um esforço de memorização do que propriamente um conhecimento aprofundado das matérias que as compõem. São exemplos os concursos para analistas e técnicos dos tribunais, para os cargos técnicos dos bancos públicos (Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal), para os cargos administrativos e de investigação das polícias, entre muitos outros.
Feitas as considerações preliminares, convém perceber que é imprescindível a fidelidade ao foco selecionado pelo candidato. Uma vez definido, certamente surgirão “tentações” de todos os matizes induzindo à prática aleatória de concursos, como maiores vencimentos e melhor carga horária de trabalho. NÃO FAÇA ISSO! A experiência demonstra o quão contraproducente é transformar o já árduo processo de preparação em uma aventura irresponsável. Alguns familiares, com o intuito de ajudar acabam forçando os concurseiros a fazerem todos os concursos que aparecem. Isso pode ser prejudicial, se está acontecendo com você, converse com seus familiares. Gravei um vídeo em meu canal comentando essas questões, confira.
Acrescente-se a isso o fato de que cada uma dessas áreas pede uma forma específica de estudo, o que vai exigir do candidato, como já comentei, uma visão quase enciclopédica de diversas ciências, inclusive noções de direito (área fiscal), ou um aprofundamento doutrinário e jurisprudencial (área jurídica). Mesmo o enfoque de algumas disciplinas muda radicalmente. Por exemplo, estudar direito constitucional para o concurso de técnico do Tribunal Regional Federal é completamente diferente de estudar a mesma disciplina para o cargo de procurador da República. 
Quando o candidato tem necessidade premente de uma remuneração, é conveniente que se concentre em certames com uma quantidade menor de matérias ou onde tenha mais facilidade. São os chamados “concursos escada”, que permitem a geração de recursos financeiros para o êxito em um “concurso fim”, aquele que é realmente almejado. Não há nenhum demérito em assumir isso para você mesmo; vergonha é não buscar uma vida melhor.
Intere-se de todos os pormenores referentes à área ou ao cargo escolhido, converse com pessoas que já foram aprovadas no mesmo concurso, reúna material didático de boa qualidade e abra espaço na agenda para estudar, tanto em casa quando em um curso – se tiver condições de arcar com os custos de um. A seguir recomendo um bom curso, em Niterói, com desconto exclusivo com indicação minha. 
É importante destacar que, para obter sucesso e aprovação, é necessário resolver questões de provas anteriores com atenção ao “estilo” da banca examinadora. Portanto, mantenha-se fiel ao concurso escolhido, procurando não desviar sua atenção dele e BOA SORTE!
William Douglasé juiz federal, professor exclusivo da Rede LFG de Ensino, autor de mais de 20 obras e expert em concursos públicos (passou em nove concursos, sendo cinco em primeiro lugar). www.williamdouglas.com.br.

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