Escolha seu método de estudo, e boa sorte!

Não há como apontar um método de estudo como o melhor para concursos. Cada concurseiro tem um. O que posso sugerir é que você descubra qual é o seu e o desenvolva para alcançar maior rendimento

Redação
Publicado em 23/05/2012, às 16h09

Wilson Granjeiro
Quantas palavras você é capaz de ler por minuto? Nunca contou, é claro. Pois saiba que é possível ler mil palavras por minuto, numa boa! Se você conseguir isso, meu amigo, garanto que sua chance de passar num concurso público vai aumentar muito. A leitura dinâmica é um dos muitos métodos de estudo que podem ajudá-lo nessa empreitada, e esse é o assunto sobre o qual decidi escrever esta semana.
Leitura dinâmica – também conhecida como leitura rápida – não é nenhuma novidade. Há muitos anos o método  é conhecido. Segundo a Wilkipédia, a técnica “constitui-se de vários métodos que buscam aumentar a velocidade da leitura, mantendo o entendimento e a retenção de informações”.
A técnica, entre outras vantagens, permite a leitura de um mesmo texto inúmeras vezes, em curto intervalo de tempo, o que confere mais eficácia aos estudos. Aplicando o método, somos treinados para expandir nosso campo de visão. Assim é possível ler parágrafos inteiros, em vez de palavra por palavra.
Para potencializar o treinamento na técnica, o leitor pode usar um contador sonoro, que sinaliza o momento de trocar de linha. Com o instrumento, é possível aumentar gradativamente a velocidade de leitura. Entretanto, vamos deixar claro que o método ajuda, mas estudar não é só ler. Estudar é muito mais do que isso. É interpretar, é estruturar o pensamento, é sublinhar e produzir um novo texto com o conteúdo original, mas de forma reorganizada.
De fato, esse é o segredo para o êxito em qualquer técnica de estudo. É a organização  do pensamento e da forma de estudar que produz o melhor resultado quanto à assimilação do conteúdo. E aí é necessário abrir um parêntese: a leitura dinâmica, como todo método de estudo, pode não funcionar para um estudante e ser ótima para outro. Existem pessoas, por exemplo, que assimilam melhor as informações com a associação de imagens e palavras durante uma leitura; outras aprendem mais ouvindo repetidamente uma aula e associando as palavras à imagem do professor, que conseguem recordar na hora da prova.
Por isso, não há como apontar um método de estudo como o melhor para concursos. Cada concurseiro tem um. O que posso sugerir é que você descubra qual é o seu e o desenvolva para alcançar maior rendimento. Em nossa escola, há professores que conseguem associar métodos tradicionais de ensino, como quadro-negro – que aqui é, na verdade, verde –, leitura, recursos audiovisuais como o data show e a tradicional resolução de provas de concursos passados. Com esse aparato, o aluno sempre vai fixar uma grande parte do conteúdo em sala de aula. Aprenderá o resto em casa ou onde puder estudar fora do curso.
Aprender é memorizar – dados ou procedimentos – de tal forma que as informações sejam facilmente lembradas quando precisarmos delas. Quando se tenta memorizar apenas amontoando informações, de forma desordenada, o resultado, naturalmente, é ruim. Por outro lado, se as informações forem associadas a algo, será mais fácil recuperá-las na memória. 
Masque chicletes – sem açúcar, of course – enquanto estuda. Esse simples gesto pode reduzir em até 24% a sensação do pavoroso “branco”. Ou tome café. Duas xícaras aumentam a atividade dos neurônios no lobo frontal, onde a memória é controlada.
Em minha pesquisa sobre o assunto, encontrei um exemplo interessante desse tipo de associação: se você tem dúvida sobre a grafia da palavra “sargento”, se se escreve com gê ou com jota, pode memorizar a forma correta simplesmente fazendo a associação entre as palavras “sargento” e “Garcia” – gordo e atrapalhado personagem dos filmes do Zorro. Basta lembrar que o gê está presente nas duas palavras e destacar essa letra na mente para fixar a ortografia em sua memória. Para ajudar, escreva ou desenhe as duas palavras com o gê em destaque, cole na sua mesa de estudo ou trabalho e deixe lá por alguns dias.
Não se preocupe: sempre haverá espaço para essas associações em sua memória. Já se sabe, graças à investigação científica, que o ser humano usa apenas parte do potencial existente no cérebro para guardar informações. O aproveitamento de nossa memória pode, portanto, ser expandido com essas técnicas de estudo. 
Outra forma eficiente de estudar é marcar o texto durante a leitura. Você pode, por exemplo, circular palavras-chaves, sublinhar conectivos, destacar frases. Muita gente também consegue assimilar melhor o estudo por meio de desenhos e gráficos, técnica de fato muito eficiente.Muitos me perguntam quanto tempo é preciso dedicar aos estudos até passar em concurso público. Sei que muitos dos nossos professores costumam brincar com esse pergunta, respondendo que o ideal é estudar da hora em que acorda até a hora de dormir, enquanto você aguentar. Mas não sou radical quanto a isso. Meu conselho é: aproveite todo tempo disponível, mas reserve momentos suficientes para descansar e relaxar entre os períodos de estudo. Não creio que marcar horários rigorosamente seja a melhor estratégia. A melhor é aquela com a qual você se sente mais à vontade e nota os melhores resultados.
Em resumo, meu amigo e leitor, em matéria de estudo, cada caso é um caso. Cabe a você descobrir o melhor método para o seu caso. Se você se sente bem estudando no silêncio da madrugada, que assim seja. Se prefere estudar durante o dia, com música, em silêncio ou ouvindo os sons do meio ambiente, faça isso. Vale tudo, desde que seja bom para você e o ajude a passar num concurso público, para, enfim, poder desfrutar do seu
FELIZ CARGO NOVO! 
J. W. Granjeiro é Diretor-Presidente do Gran Cursos; coordenador do Movimento pela Moralização dos Concursos - MMC. www.professorgranjeiro.com. Twitter: @jwgranjeiro.

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