A preparação emocional vista da sua originalidade

A preparação emocional é aquela que incentiva os recursos pessoais da pessoa do candidato, preparando-o emocionalmente para os consequentes desafios

Redação
Publicado em 05/09/2012, às 16h22

Luiza Ricotta

A criatividade é fator relativo da inteligência, produzindo respostas inovadoras diante das experiências a que se submete de onde surge o aprendizado. Podendo ser uma aquisição da ordem pessoal e privada, relativa aos contextos cotidianos e situações da vida prática, bem como do potencial que a aprendizagem lhe oferece, na assimilação de conteúdos, no seu aceleramento, na memorização, na melhor conduta, na disponibilidade interna diante do apreender, enfim das ferramentas úteis ao seu preparo técnico e emocional.

Quando a criatividade não é cultivada, acaba por imprimir a falta, a ausência do que chamamos processo criativo. Por isso que a crise da criatividade faz com que a pessoa não produza novas compreensões e entendimentos, necessitando, portanto imitar ou copiar aqueles que originalmente criaram um trabalho, uma metodologia, uma forma de atuar e proceder.

A imitação ou tentativa de cópia faz frente aos que buscam ocupar a posição no vácuo daquele que cria, inova e produz algo. Acaba por assinar e atestar o respeito pela criação, pela verdade original do outro, que não a dele, que imita ou copia, pois não pode roubar ou tomar posse do que é original.

Há que se ter ética em se tratando de emprestar conceitos, ideias, temas de trabalho, frentes de atuação, pois ao tomar indevidamente como seu, a frente de outro, se corre o risco de ser visto como oportunista. E é isso que ocorre com os imitadores, são oportunistas, pois visam ganhar nas bordas do trabalho de outro.

Fatalmente serão percebidos. Mas há que se considerar como a falta da criatividade vem produzindo pessoas que tomam e roubam sem pedir licença alguma, desrespeitando o espaço criado do outro, pela sua originalidade. Esta sim inviolável e inconteste.

A falta de criatividade faz com que pessoas copiem as outras, pois desta forma elas procuram destacar-se pelo que o outro se destaca: sobre sua própria criatividade. A imitação é um primeiro passo para aqueles que buscam aprender um papel novo, seja um trabalho, uma função específica. E é nessa condição que muitos copiam títulos de seus trabalhos, temas de seus livros, capítulos, artigos, ideias criadas que partiram de trabalho sério e de muitas pesquisas. A crise da criatividade é tamanha que o roubo advindo da prática deficiente da falta de criatividade, um atributo da inteligência, vem trazendo a baila, a discussão dos direitos autorais, pois muitos se utilizam de talentos alheios para se promover, fazendo parecer muitas vezes que o que elas fizeram é parecido com o seu.

O limiar é esse, quando muito, ficar parecido, pois apreciaram o que criou e exatamente por isso fazem uma derivação do chegar “perto, mas que não é igual”. Pois os que têm baixa criatividade não se arriscam, não inovam e não são originais, precisam aproximar-se do que realiza.

Lembrem-se que preparação emocional em concursos públicos não se refere ao uso de técnicas de relaxamento e de respiração, yoga, meditação ou programação neolinguística. Essas técnicas já falam por si. São reconhecidas universalmente. Não concebi meu trabalho desta forma. Criei originalmente este trabalho de “Preparação Emocional de Candidatos para Concursos” (e exames) numa proposta científica, pedagógica, terapêutica e de coaching (técnico que auxilia na condução da preparação).

Recuse imitações. A preparação emocional é aquela que incentiva os recursos pessoais da pessoa do candidato, portanto originais e criativos, preparando-o emocionalmente para os consequentes desafios em decorrência da sua colocação profissional no setor público. Tornando-se um forte aliado para uma melhor performance da sua excelência técnica. Tal resultado incrementa o seu nível de qualidade profissional que se inicia a partir do momento em que você decide pela carreira pública, seguindo por toda a sua vida pós-ingresso. Formando profissionais éticos, responsáveis, úteis e conscientes.

Luiza Ricotta é psicóloga e professora universitária. Autora do livro Preparação Emocional em Concursos Públicos: equilíbrio e excelência. Você pode conhecer também o tema através das Vídeo Aulas de Preparação Emocional na área VIP para assinantes do www.jcconcursos.com.br. Twitter: @luizaricotta

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