Jovens trocam desemprego por concurso

Eu continuo batendo na tecla que o caminho mais rápido e seguro para a conquista do primeiro emprego é por meio de concurso público

Redação
Publicado em 08/03/2012, às 16h08

Paulo de Freitas
Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstrou que o desemprego entre os jovens brasileiros caiu quase 50% nos últimos dez anos. Baseado em dados colhidos na Pesquisa Mensal de Emprego desde 2003, o estudo concluiu que a taxa de desocupação dos jovens na faixa etária entre 18 e 24 anos despencou de 23,4% registrado em 2003 para 13,4% em 2011.
A notícia, divulgada pelos órgãos de imprensa no início de fevereiro, traz uma alento para os jovens já que, até pouco tempo, eles representavam quase metade dos desempregados no país. Embora tenha ocorrido expressiva melhora na oferta de trabalho para os jovens, a taxa de desempregados na faixa etária apontada ainda é expressiva. A principal dificuldade para se conseguir um emprego ainda esbarra na falta de experiência ou de capacitação profissional. 
Eu continuo batendo na tecla que o caminho mais rápido e seguro para a conquista do primeiro emprego é por meio de concurso público. O jovem que opta por ingressar no mercado de trabalho via concurso vai depender apenas de seu esforço pessoal. Basta escolher o cargo que pretende concorrer, segundo a escolaridade exigida, e se dedicar aos estudos para que seja bem sucedido nas provas que lhe possibilitarão figurar na lista dos aprovados dentro do número de vagas ofertado pela edital de abertura do certame.
Foi dessa maneira que minha filha conseguiu seu primeiro emprego. Com apenas 18 anos e recém-ingressa na universidade, ela precisava de um trabalho que lhe possibilitasse ter o mínimo de independência financeira. Mandou currículos para diversas empresas da iniciativa privada, mas não foi chamada para uma única entrevista. Como ela nunca havia trabalhado antes, era de se esperar essa dificuldade.
A saída foi apelar para o concurso público. Por coincidência, logo após o inicio das aulas, foi publicado o edital do concurso da Prefeitura de Limeira, município do Interior de São Paulo onde está localizada a Universidade onde ela estuda. Para resumir a história, ela foi aprovada e começou a trabalhar em seu primeiro emprego, já como funcionária pública. Estou lembrando essa história, que já abordei nesse espaço, porque essa semana completa um ano que ela assumiu o cargo de assistente administrativa na Prefeitura de Limeira.
Nesses 12 meses, ela experimentou muitas coisas novas. Recebeu seu primeiro salário, contraiu suas próprias dívidas, entrou no cheque especial algumas vezes e até utilizou de empréstimos bancários para tapar alguns buracos no orçamento. Tudo isso foi possível porque ela conseguiu um emprego estável que lhe proporciona um rendimento mensal garantindo. Nesse ano de trabalho ela adquiriu também a exigida experiência que a iniciativa privada tanto requer. Prova disso é que ela enviou novamente currículos para diversas empresas e tem sido constantemente chamada para entrevistas e processos seletivos. Tem até esnobado algumas ofertas por não achar interessante profissionalmente.
Sinceramente, eu fico feliz em ver que a situação em nosso país em relação à oferta de emprego para nossos jovens está melhorando, principalmente comparado à crise econômica que atinge os países da Europa e Estados Unidos. No entanto, longe de querer ser pessimista, não sabemos até que ponto essa maré vai durar. Por isso, continuo defendendo o concurso público como porta de entrada ao mercado de trabalho para os jovens que anseiam pelo primeiro emprego. É algo garantido e duradouro.
Paulo de Freitas é jornalista e funcionário público. Tem mais de 13 anos de experiência na área de concursos públicos. E-mail: paulokassaco@ig.com.br.

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