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Concurso MPU

Candidatos contestam nota da prova de redação

Grande parte dos inscritos para as 594 vagas reprova na redação; recursos começam hoje



Redação
Publicado em 20/10/2010, às 10h58

A publicação, no Diário Oficial da União desta terça-feira (19) do resultado final das avaliações objetivas e provisório da prova discursiva do concurso para 594 ofertas no Ministério Público da União (MPU) tem gerado muitas reclamações dos leitores do JC&E.

De acordo com média feita por concorrentes e professores, é provável que mais da metade dos 756 mil candidatos inscritos tenham reprovado por não atingirem a nota mínima exigida na redação, que é de cinco pontos. Desse total, 318.793 se inscreveram para analista (nível superior) e 435.998 para técnico (nível médio). 

Repercussão

Para o professor da Academia dos Concursos, Paulo Estrella, o importante agora é que cada candidato tente recuperar seus pontos, individualmente. “Não vejo uma saída coletiva. Não acredito que o Cespe/UnB irá fazer uma manobra. O ideal é que todos entrem com recurso para que a correção seja refeita”.

Estrella afirma que as reclamações costumam ser maiores nas provas objetivas do que nas discursivas. “Nunca recebi um volume de reclamações como estou recebendo agora. Desta vez, acho que o Cespe/UnB pesou um pouco a mão e aumentou o grau de dificuldade”, diz.

Segundo o professor, as avaliações discursivas elaboradas pela organizadora são de grande complexidade e subjetividade. No entanto, ele garante que as notas nunca foram tão baixas quanto as atuais. Para Nélson Sartori, professor de língua portuguesa em cursinhos preparatórios para concursos, esse resultado reflete o rigor da instituição e a falta de hábito da escrita. “Os alunos se preparam bastante para a parte objetiva e costumam ser negligentes com a redação”, aponta.

O candidato Iago Kenj, recém-graduado em Letras pela USP (Universidade de São Paulo), diz que ficou surpreso com a nota, já que está habituado a elaborar textos sobre os mais diversos tópicos. No entanto, a pontuação obtida por ele foi de 5,7, para o cargo de técnico.  "Fiquei surpreso com a minha nota, esperava muito mais. Costumo ir bem melhor nas redações de concursos", conta. 

Já com a jornalista e funcionária pública, Fernanda Bueno, aconteceu o contrário: ela superou a média e tirou 9,43 na prova de redação.


Entretanto, teve problemas com questões anuladas na prova objetiva para o cargo de técnico administrativo no Estado do Espírito Santo.

“Acabei sendo prejudicada com a anulação de oito questões da avaliação. Com isso, perdi seis pontos na nota final da prova objetiva, o que me deixou mal classificada no resultado parcial”, relata. Segundo Fernanda, as notas baixas das redações já eram esperadas devido à dificuldade dos temas cobrados, que são bem específicos e exigiam um conhecimento teórico do assunto. “Acredito que a banca organizadora não irá deferir muitos recursos, contrariando a expectativa dos candidatos indignados com a desclassificação”, afirma.

Recursos

Polêmicas à parte, os recursos das avaliações discursivas, aplicadas nos dias 11 e 12 de setembro, podem ser interpostos entre as 9h desta quarta-feira (20) até as 18h do dia seguinte no site do Cespe/UnB (www.cespe.unb.br/concursos/mpu2010).

Nélson Sartori está ajudando na elaboração de recursos para 19 inscritos, que são seus alunos em cursinhos como Central dos Concursos, Ponto dos Concursos, Marcato, Federal Concursos e Mougenot. Ele diz que a maior preocupação é quanto à estrutura do texto, abordagem do tema específico, clareza e coerência com que os argumentos são apresentados. “Então, teremos que trabalhar a partir dessas dificuldades e verificar os erros cometidos”.

Portanto, o professor aconselha que os candidatos procurem a assistência de especialistas que conheçam bem a estrutura das provas do Cespe. É o que também sugere Paulo Estrella: “Os concorrentes devem fazer um texto bem fundamentado. Por isso, devem pedir ajuda a um professor ou especialista em concurso, conferir na tabela de avaliações em que pontos foi mal avaliado. Isso fará toda a diferença”.

Estrella diz, ainda, que por mais que criem regras e uma média, a correção é subjetiva. Então, um dos argumentos possíveis seria escrever no recurso que “houve erro na correção e que as respostas foram mal-interpretadas”.

Andréa Carolina Ferreira/SP

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+ Resumo do Concurso MPU

MPU
Vagas: Não definido
Taxa de inscrição: Não definido
Cargos: Não definido
Áreas de Atuação: Não definido
Escolaridade: Não definido
Faixa de salário:
Organizadora: CESPE/UnB

+ Agenda do Concurso

20/10/2011 Divulgação do Resultado Adicionar no Google Agenda

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