Aprenda a ler as questões da prova

Muitos candidatos erram questões preciosas em provas de concursos públicos pelo simples fato de não se aterem à leitura aprofundada das questões

Eduardo da Rocha
Publicado em 27/06/2017, às 10h50

Muitos candidatos erram questões preciosas em provas de concursos públicos pelo simples fato de não se aterem à leitura aprofundada das questões. E como cada questão válida conta pontos e faz a diferença na aprovação, é importante desde já averiguar se você sabe ler questões de prova. Vamos fazer um teste? Você pratica a leitura em todos os contextos? Ler amplia importantes habilidades cognitivas. Quem tem o hábito de ler, compreende melhor, tem um vocabulário mais amplo, sabe se expressar melhor e consegue dialogar com diferentes conceitos. Então, aquela sua leitura básica dos livros preferidos ou do jornal que lê todos os dias, com pouco tempo, já ajuda a compreender textos em contextos específicos, como é o caso das questões das provas de concurso.
Obviamente, sei das limitações temporais dos concurseiros mas tente fazer da leitura um prazer. Se a leitura for um prazer você poderá utilizá-la com dois enfoques: lazer e concurso. Se você não tem o hábito de ler, sugiro que comece o quanto antes, pois a leitura traz benefícios a qualquer carreira e desenvolve competências importantes, seja no âmbito pessoal ou profissional.
No caso das questões de provas de concurso, estabeleça uma divisão de tempo disponível por questão – assim não cometerá erros por medo de não ter tempo suficiente. Sugiro resolver primeiro as questões que você tem mais facilidade. Isso te dará empolgação e motivação para prosseguir na prova. Você conhece os diferentes tipos de leitura de questões? Há muitos tipos de leitura: elementar, analítica, de inspeção, crítica etc. Cada tipo pode ser adaptado a uma função, mas na hora de responder as questões da prova do concurso, vale a pena trabalhar com estes diferentes tipos de opções de leitura.
O primeiro passo é fazer uma leitura prévia: aqui você já consegue definir do que se trata e contextualizar a questão. O segundo passo é fazer uma leitura mais aprofundada, captando a ideia da banca com aquela questão. Faça uma reflexão em seguida. Investigue o sentido das palavras, procurando o significado e os sinônimos conhecidos.
O passo seguinte é se colocar no lugar do examinador que elaborou a questão e buscar entender qual a sua intenção. Um método infalível é resolver o maior número possível de questões da banca. Com isso você conhecerá seu examinador e saberá exatamente o que ele quer que você saiba nas questões. Você mantém a confiança diante de questões complexas? Não se desespere: o desespero leva constantemente ao erro. Quando se deparar com aquelas questões que parecem não ter solução ou aquelas questões enormes que parecem não ter fim, saiba que é possível vencê-las, mas para isso é preciso ter uma atitude positiva. Se precisar, leia a questão em etapas, compreendendo cada uma de suas partes – isso vai facilitar a sua compreensão. Mantenha a calma! Conhece os principais erros de interpretação? Podemos ainda aprender muito com os erros de interpretação mais comuns entre os concurseiros. Erros servem para isso mesmo – como instrumento de aprendizagem. Vejamos, então, os erros mais frequentes.
Contradição: Quando as ideias apresentadas no enunciado de uma questão parecerem erradas ou incoerentes com a opinião do candidato, isso pode levar à contradição, o confundindo na hora da prova. Neste caso, vale a pena fazer uma leitura mais aprofundada. Mantenha-se imparcial na hora de resolver a questão.
Extrapolação: Muitas vezes o candidato sai do território da questão na hora de interpretar o que é pedido. É o caso da extrapolação, quando o candidato perde o foco do que é pedido. O sintoma é que a questão passa a perder o sentido. Quando você faz a segunda leitura (conforme visto acima), há menos riscos de ocorrer extrapolação.
Redução: É o contrário do erro acima descrito. Isso ocorre quando o candidato dá atenção a apenas um aspecto ou trecho do texto, sem considerar a questão como um todo. Ocorre quando há pressa e leitura fragmentada do trecho.
Desatenção com o que é pedido: Muitos candidatos leem com calma a maior parte do conteúdo da questão, mas ignoram certos termos importantes, como opção correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira e exceto. Leia a questão como um todo e com calma, mais de uma vez, focando no que de fato é pedido. Como faz a análise estratégica da questão? Após as etapas iniciais de leitura, é importante fazer uma leitura crítica e aprofundar os temas com uma análise específica para poder efetivar a interpretação de texto. E quando falamos em “questão” conta-se também as alternativas. É através da análise que pode-se eliminar as opções díspares e identificar a alternativa que mais se aproxime da resposta ideal. Eduardo da Rocha é auditor-fiscal do Tesouro Estadual de Pernambuco (ICMS-PE), coach e professor de legislação tributária do Estratégia Concursos

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