A prova foi novamente adiada, e agora?

Lançado em dezembro de 2009, o concurso de 6.565 vagas dos Correios sofreu inúmeros contratempos – retificações, prorrogação das inscrições, informações desencontradas sobre a contração de uma organizadora e até mudança da diretoria do órgão.

Redação
Publicado em 12/08/2010, às 15h27

Lançado em dezembro de 2009, o concurso de 6.565 vagas dos Correios sofreu inúmeros contratempos – retificações, prorrogação das inscrições, informações desencontradas sobre a contração de uma organizadora e até mudança da diretoria do órgão, para ficarmos em alguns exemplos. O último episódio foi o adiamento das provas, anunciado esta semana, de 19 de setembro para 28 de novembro. O JC&E conversou com três especialistas em concurso sobre o tema e apurou as melhores estratégias de estudo para essa reta final de preparação.

Nova data - Segundo o especialista em concursos, Carlos Eduardo Guerra, o adiamento das provas dos Correios, é “um absurdo. É um adiamento sucessível (em julho as provas haviam sido marcadas para 19 de setembro), que não é aceitável e que mexe com o estímulo do candidato”. Já para Paulo Estrella, da Academia do Concurso, o intervalo de oito meses entre a divulgação do concurso e a realização da prova tende a desanimar o candidato, mas vê um lado positivo: “É ruim, mas o candidato pode tirar proveito pois terá um prazo maior para estudar, é importante manter a disposição”.

Ansiedade - Para superar a ansiedade causada por tantas mudanças, a solução é de uma simplicidade caseira, para o também especialista em concursos, Alexandre Vasconcelos. “Para driblar essas sensações é importante aproveitar o tempo que terão a mais para avançar nos estudos e não se deixar dominar pelo nervosismo e ansiedade. Jamais desistir dos objetivos e não perder o foco do concurso”.

Para a prova - É importante manter um ritmo intenso ou acelerar os estudos. Os candidatos devem investir na resolução de provas anteriores, sejam do órgão, ou da organizadora. “A ideia é verificar como a Cesgranrio vai cobrar essas questões, de que forma os enunciados são escritos, quais os conteúdos que ela usa mais. Tem que direcionar os estudos e saber tudo que pode ser cobrado na prova”, avalia Paulo. Candidatos a carteiro também devem investir na preparação o teste físico que, segundo Alexandre, tem eliminado muitos candidatos.

Deixou para a última hora? Quem ainda não começou os estudos, deve, também, buscar provas anteriores da Cesgranrio. Para Alexandre, a organizadora “costuma ser uma banca previsível e que não apresenta grandes novidades, fazendo uso de questões quase idênticas. Uma boa dica é procurar em editoras especializadas livros e apostilas que tenham exercícios comentados para se aprofundar nas matérias e fazer um raio x dos assuntos que costumam ser mais cobrados”. Assistir a aulas de especialistas de matérias em cursinhos é uma opção para aqueles que só agora se deram conta do passar do tempo.

Já li tudo, agora como devo estudar? - A estratégia de estudar por meio de provas anteriores também permite identificar os pontos fracos do concurseiro quanto ao conteúdo. Problema cuja solução é “fazer o maior número de exercícios e se, possível, de bancas semelhantes”, na análise do especialista. Paulo recomenda atenção extra ao conteúdo de informática, que tem questões em menor número que as demais disciplinas: “Com isso um erro em informática acaba tendo um peso maior que o candidato errar uma questão de matemática ou português”.

Cansou só de pensar nos estudos? A dica é tomar como mantra a análise do Alexandre: “Ter uma visão estratégica que o desânimo e o cansaço só vão prejudicar os estudos e que na vida certos sacrifícios são necessários para se atingir os objetivos tão almejados”.

Ah, está sem tempo? O candidato deve calibrar sua concentração para obter o maior rendimento no tempo que tiver. “Sempre que possível aproveite o período livre para estudar no trabalho ou no transporte, e aposte em ferramentas de estudo como simulados e matérias virtuais que podem ser acessados de casa”, lembra Alexandre.

Se você cansou mesmo, atenção! - O concurseiro que se julgar prejudicado pelo tempo já decorrido deste processo seletivo, segundo Guerra, pode pedir na Justiça, o ressarcimento do dinheiro investido.

Aline Viana


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