Próximos concursos da Polícia Civil – Pronomes

Professora Sandra Ceraldi explica o emprego dos pronomes pessoais, tópico muito discutido nos mais variados concursos

Redação
Publicado em 28/03/2012, às 13h46

Sandra Ceraldi Carrasco

A professora, Sandra Ceraldi Carrasco, nesta edição, aborda o emprego dos pronomes pessoais, tópico muito discutido nos mais variados concursos. Estude as orientações da especialista e sucesso em seu concurso!

Os pronomes pessoais (eu, tu, ele, nós, vós, eles) representam as pessoas do discurso e são classificados em oblíquos átonos (o, a, os, as, lhe, lhes, me, nos, vos, se, te) e oblíquos tônicos (ele, ela, eles, elas, mim, nós, vós, si, ti).  Os retos sempre praticarão a ação verbal. Ex.: Eu chegarei tarde hoje. O pronome eu pratica a ação verbal de chegar. Já os pronomes oblíquos não praticam ação verbal, pois possuem a função de completar a informação de verbos e nomes. Ex.: Você comprou um carro? Sim, eu o comprei. Veja que: Quem compra, compra alguma coisa, portanto o oblíquo “o” usado na frase tem a função de completar o verbo comprar.

Atenção às explicações a seguir:

1- Meu professor o viu no evento. Nesse caso, usamos o pronome oblíquo átono “o”, pois o verbo exige complemento não regido por preposição. São erradas as construções com os pronomes tônicos: Eu vi ele no teatro, substitua para: eu o vi no teatro. Você fez a prova. Sim eu fiz ela ontem, substitua para: Sim, eu a fiz ontem.

2- Não há discórdia entre mim e ti. Os pronomes “mim” e “ti” são tônicos, obrigatoriamente regidos por preposição. São erradas as construções: Não há discórdia entre eu e tu, substitua para: não há discórdia entre mim e ti. Não há nada entre eu e você, substitua para: não há nada entre mim e você.

3- Para eu/ para mim, quando usarmos? Os verbos no infinitivo exigem pronomes retos, então empregaremos “para eu”.  No final de orações e entre pontuação usaremos pronomes oblíquos tônicos, no caso, ”para mim”. Veja alguns exemplos: O advogado trouxe alguns acórdãos judiciais para eu ler. (quem lê sou eu). O advogado emprestou um acórdão judicial para mim. (no final de oração usamos para mim). Para mim, entender tais acórdãos judiciais é difícil. (diante de pontuação e nas inversões usamos para mim).

4- Com nós/ conosco e com vós/ convosco quando utilizarmos? No final de orações usamos a combinação conosco ou convosco. Caso haja palavra que desenvolva os pronomes “conosco e convosco”, a preposição e o pronome ficarão separados. Ex.: O chefe quer falar conosco. O chefe quer falar com nós dois. O chefe quer falar convosco.  O chefe quer falar com vós próprios.

5- Não podemos esquecer que os pronomes oblíquos átonos o, a, os, as, assumem as formas: lo, la, los, las, diante de verbos terminados em (r, s, z) e no, na, nos, nas diante de verbos terminados em som nasal. Ex.: A mãe deseja visitar o filho, substituindo o filho pelo pronome “o” teremos: A mãe deseja visitá-lo. A aluna quis a encomenda, substituindo a encomenda pelo pronome “a” teremos: A aluna qui-la. Observe que é mais usual a frase: A aluna a quis, também está correta. O rapaz fez o concurso. Substituindo o concurso pelo pronome “o” teremos: O rapaz fê-lo, que também pode ser falado o rapaz o fez. Ouçam a música (Ouçam-na). Peguem o livro (Peguem-no). Propõe + o recurso (Propõe-no).

Até a próxima aula!

Professora Sandra Ceraldi Carrasco, consultora e especialista em Língua Portuguesa, autora de livros e periódicos na área. Há mais de 20 anos ministra cursos e palestras, com índice recorde de aprovação. Seu mais recente trabalho aborda de forma prática o Acordo Ortográfico. Atualmente é coordenadora do curso preparatório IPA. Contato: professora.sandracarrasco@uol.com.br.

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