Iceam é suspeito de estelionato em concurso público

“Foi determinada, com urgência, a instauração de inquérito policial à Regional da Polícia Federal no DF, para apurar possível estelionato e uso indevido de símbolo da Administração Pública”

Da Redação
Publicado em 25/03/2013, às 16h15

O Jornal dos Concursos & Empregos divulgou, no dia 8 de março, o concurso que oferece 432 vagas, além de cadastro reserva, no Instituto Científico Educacional de Assistência aos Municípios (Iceam) após o extrato do edital sair no Diário Oficial da União. Em seguida, leitores do JC&E manifestaram-se através de comentários no site sobre a possiblidade de fraude no processo seletivo: “Nunca ouvi falar da banca Fundaso nem da instituição ‘Iceam’”; “O que é o Iceam.gov? O instituto não tem vínculo algum com ministérios”; “Edital incompleto, sem data para concluir quais assuntos cairão na prova, erros grotescos de português no edital”.

Na última sexta-feira, dia 22, o Ministério Público Federal (MPF) requisitou instauração de inquérito policial para investigar a seleção. Segundo nota divulgada no site do MPF (veja aqui), investigações foram iniciadas na área civil e criminal após recebimento de denúncias de candidatos.

Apesar de utilizar o brasão da república – dando a entender que está integrado ao Estado brasileiro – não há informações sobre o Iceam. Além disso, um perfil na rede social Facebook apresenta dúvidas e suspeitas de interessados no processo seletivo.

De acordo com a assessoria de comunicação da Procuradoria da República no Distrito Federal, “existe, portanto, aparência de estelionato mediante uso indevido de símbolo identificador da Administração Pública. Foi determinada, com urgência, a instauração de inquérito policial à Regional da Polícia Federal no DF para apurar possível estelionato e uso indevido de símbolo da Administração Pública”.

A Fundaso (www.fundaso.com.br), organizadora do concurso, informou que as inscrições foram prorrogadas até o dia 12 de abril. Os valores das taxas de participação variam entre R$ 50 e R$ 100, dependendo do cargo pretendido. Até o momento, nenhum comunicado a respeito de uma possível “suspensão” foi divulgado e a Fundaso, procurada pela reportagem do JC&E, não foi encontrada.

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